Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O vice-presidente uruguaio, Raúl Sendic, no dia 11 de junho de 2015, en Bruxelas

(afp_tickers)

O vice-presidente do Uruguai, Raúl Sendic, envolvido em um escândalo pelo uso de cartões corporativos oficiais e de um título acadêmico falso, enfrentará no sábado o órgão máximo do partido do governo, em meio a pedidos para que renuncie.

Sendic, de 55 anos, vice-presidente desde 2015, vai participar do Plenário da Frente Ampla para dar explicações sobre suas ações, após um tribunal de ética de seu grupo político apontar que ele teve um "modo de proceder inaceitável na utilização de dinheiro público".

Em fevereiro de 2016, Sendic admitiu em uma entrevista que não tinha o título de licenciatura em Genética Humana obtido em Cuba, com o qual se apresentava. Ele foi questionado politicamente dentro e fora de seu partido.

A publicação, neste ano, dos gastos realizados com seu cartão corporativo em lojas esportivas e de luxo quando era presidente da estatal petroleira ANCAP durante o governo anterior lhe botou contra a parede. Ele foi chamado a se apresentar no Tribunal de Conduta Política (tribunal de ética) da Frente Ampla.

A decisão desta instância intra partidária foi negativa para o companheiro de chapa escolhido pelo presidente Tabaré Vázquez.

"O quadro geral que apresentam os atos resumidos do companheiro Sendic não deixa dúvidas de um modo de proceder inaceitável na utilização do dinheiro público", e sua atuação "comprometeu sua responsabilidade ética e política, com o descumprimento reiterado das normas de controle", aponta o texto.

Sendic, que tinha condicionado qualquer decisão sobre sua permanência no cargo ao pronunciamento deste tribunal e da Justiça, que também está lhe investigando, disse que vai continuar na vice-presidência.

Vázquez, contudo, declarou à imprensa que, se tivesse sido questionado pelo tribunal de ética do seu partido, teria deixado o cargo que ocupa.

Apesar da mensagem, o presidente não pode afastar o vice. No setor político de Sendic, classificaram a decisão como "desproporcional". O vice-presidente disse que no sábado vai ao Plenário da Frente Ampla se defender e provar sua inocência.

O escândalo ocupou o governo Vázquez no setor doméstico.

Embora Sendic tenha recebido respaldo da Frente Ampla, as vozes que pedem sua renúncia se multiplicam no seio da coalizão de esquerda que governo o Uruguai desde 2005.

O Plenário a portas fechadas deve terminar na tarde de sábado. Enquanto isso, as reuniões continuam freneticamente para tentar chegar a um consenso que não mostre um partido dividido.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP