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Vicuña fica na vice-presidência do Equador até Congresso aceitar a renúncia

O presidente do Equador, Lenin Moreno (D) e sua vice-presidente Alejandra Vicuña, durante uma coletiva realizada em Quito em 13 de abril de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. dezembro 2018 - 16:50
(AFP)

A vice-presidente do Equador, María Alejandra Vicuña, ocupará o cargo até que a Assembleia Nacional decida se aceita ou não a renúncia que apresentou no meio de uma investigação fiscal por suposta corrupção e um escândalo político.

"A vice-presidência hoje está ainda em mãos de Vicuña", afirmou nesta quarta-feira Juan Sebastián Roldán, secretário particular de presidente Lenín Moreno.

A ministra do Interior, María Paula Romo, disse que "para nenhum governo, e obviamente não para nós, um desses escândalos, uma dessas mudanças é confortável ou pode ser de algum modo bem recebida".

A data do voto do Congresso ainda não foi fixada.

Vicuña, renunciou ao cargo nesta terça-feira, em meio a uma investigação por supostos pagamentos indevidos a ela quando era legisladora.

"O país não merece esta instabilidade, portanto apresento a renúncia ao meu cargo de vice-presidente", escreveu Vicuña em sua conta no Twitter, um dia depois de o presidente Lenín Moreno afastá-la de suas funções devido à investigação.

Vicuña apresentou sua renúncia ao cargo de vice-presidente na terça-feira e agradeceu a todos que fizeram parte de sua gestão, de acordo com um comunicado no Twitter.

O advogado Ángel Sagbay denunciou na semana passada que em 2012 e 2013, quando assessorava Vicuña na Assembleia Nacional, fez depósitos no valor total de 20.000 dólares em uma conta bancária da então parlamentar, que exigia dinheiro como contribuição para seu movimento político.

Vicuña qualificou então de "infâmia" a denúncia de Sagbay e disse que confiava em que o caso se resolveria na Justiça, enquanto a procuradoria a investiga por corrupção.

Na segunda-feira, Moreno anunciou que decidiu afastá-la de suas funções "para que possa exercer sem interferências de nenhum tipo seu direito a uma legítima defesa". A decisão presidencial não implicou na destituição de Vicuña.

No Equador, a única via para retirar o vice-presidente do cargo é através de um julgamento político na Assembleia Nacional, na qual o governo perdeu a maioria por uma luta de poder entre Moreno e o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017).

Na quinta-feira, a Assembleia pediu sua renúncia.

Vicuña foi indicada vice-presidente por Moreno em outubro de 2017 e eleita finalmente pelo Legislativo em janeiro passado, diante da ausência no cargo do titular, Jorge Glas, que está preso por receber subornos por 13,5 milhões de dólares da construtora Odebrecht.

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