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(Arquivo) O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela

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O partido do presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, recebeu 700.000 dólares da construtora brasileira Odebrecht para a campanha eleitoral de 2009, declarou à procuradoria um ex-embaixador panamenho.

O jornal La Prensa publicou nesta segunda-feira em sua edição digital que o ex-embaixador do Panamá na Coreia do Sul, Jaime Lasso, "recebeu dinheiro de André Rabello, representante da Odebrecht no Panamá, para a campanha eleitoral do Partido Panamenhista (de Varela) em 2009".

Lasso declarou à procuradoria "ter recebido 700.000 dólares" que em sua totalidade "foram doados ao Partido Panamenhista e entendo que igualmente foram realocados para a candidatura do vice-presidente (Varela) nas eleições de 2009".

Lasso afirmou ainda que recebeu cinco transferências da Odebrecht em uma conta nos Estados Unidos em nome da Fundação Don James.

Varela foi vice-presidente e chanceler de Martinelli, até ser afastado em 2011 do cargo por divergências internas.

Durante esse período, Lasso foi embaixador do Panamá na Coreia do Sul.

Após as revelações, Varela se limitou a dizer que "todas as doações políticas às minhas campanhas estão devidamente reportadas ao Tribunal Eleitoral" e que não daria declarações até que "culmine o processo e os expedientes sejam públicos".

Rodrigo Tacla, advogado da Odebrecht, e Ramón Fonseca Mora, sócio do escritório Mossack Fonseca (epicentro do escândalo dos Panama Papers) e dirigente do Partido Panamenhista, também declararam que Varela recebeu doações do grupo brasileiro, o que foi negado pelo governante.

No Panamá há 63 denunciados no escândalo, mas seus nomes ainda não foram tornados públicos.

A Odebrecht, que concordou pagar ao Panamá uma indenização de 220 milhões de dólares e colaborar com a justiça, reconheceu ter pago 59 milhões de dólares em subornos de 2010 a 2014 para obter contratos.

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AFP