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Vinte pessoas são presas após atentado contra chefe de segurança da Cidade do México

(26 jun) Peritos trabalham no local do atentado afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2020 - 16:44
(AFP)

Vinte suspeitos foram presos após o atentado ao qual sobreviveu, nesta sexta-feira, o secretário de Segurança da Cidade do México, Omar García Harfuch, e no qual três pessoas morreram. A autoria do ataque aponta para um cartel do nacrotáfico.

Entre os capturados está um homem que o Ministério Público da Cidade do México indica como sendo "um dos principais possíveis integrantes do grupo" que investiu contra a comitiva do funcionário no oeste da capital mexicana. Identificado como José Armando "N", o suposto criminoso foi preso com outros dois homens e duas mulheres no sudeste da cidade.

Baleado no ombro, clavícula e joelho, Harfuch, 38, responsabilizou o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), um dos mais violentos e com maior presença no México, segundo autoridades. "Saí da cirurgia, estou bem", tuitou na noite de ontem.

Dois seguranças e uma mulher que dirigia pelo local morreram, enquanto uma jovem ficou ferida. "Nossa nação deve continuar enfrentando o covarde crime organizado", havia tuitado mais cedo o secretário, que ocupa o cargo desde outubro de 2019.

- Dezenas de pistoleiros -

Sem mencionar nenhum grupo específico, o presidente Andrés Manuel López Obrador afirmou que o ataque tem a ver, "sem dúvida", com o trabalho dos órgãos de segurança.

Câmeras de vigilância registraram o momento em que um caminhão estacionou no meio do Paseo de la Reforma, na luxuosa região de Lomas de Chapultepec. De seu interior, cerca de 20 indivíduos aguardavam com grandes armas para a emboscada. Outros permaneceram em cima do veículo, de onde se organizavam e miravam, aparentemente à espera de García Harfuch, segundo imagens divulgadas pelo canal Televisa.

O secretário de Segurança do México, Alfonso Durazo, detalhou que foram usadas no ataque armas de grosso calibre, entre elas um fuzil Barrett. "Por trás deste atentado se encontra uma organização criminosa consolidada, dado o poder de fogo mostrado pelas imagens", assinalou o ministro, segundo o qual a acusação contra o CJNG é uma das pistas investigadas. Durazo também confirmou que, há uma semana, houve ameaças de um grupo criminoso contra funcionários da área de segurança.

- Peça chave contra o narcotráfico -

A prefeita da capital, Claudia Sheinbaum, lembrou que Harfuch participou de "prisões importantes relacionadas ao crime organizado". Como chefe da agência de investigação criminal do Ministério Público, ele foi fundamental para a captura de líderes do crime organizado.

Na Zona Metropolitana do Vale do México, composta pela capital e sua vasta conurbação, operam cerca de seis grupos do crime organizado, incluindo o CJNG, conforme relatado na quinta-feira pelo secretário de Defesa Nacional, Luis Crescencio Sandoval. Apesar da crescente violência registrada no México há mais de uma década, a capital mantém uma relativa calma frente a outras regiões do país, onde o crime organizado atua com mais impunidade.

Desde dezembro de 2006, quando o governo lançou uma operação militar antidrogas, até maio passado, foram registrados 290.474 assassinatos, de acordo com dados oficiais, que não detalham quantos desses casos estariam relacionados à criminalidade. Nesta sexta-feira, 14 corpos foram encontrados em uma estrada no estado de Zacatecas.

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