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Familiares presentes no velório de Matlhomola Mosweu, que morreu depois de cair de um carro, em Coligny, em 7 de maio de 2017

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Violentos confrontos eclodiram nesta segunda-feira em Coligny, uma cidade no noroeste da África do Sul, após a libertação sob fiança de dois homens brancos suspeitos de serem responsáveis pela morte de um adolescente negro de 16 anos no mês passado.

No dia 20 de abril, Matlhomola Mosweu morreu depois de cair do veículo de Pieter Doorewaard, de 26 anos, e Philip Schutte, de 34 anos.

Eles afirmam que a vítima pulou da caminhonete em movimento quando o levavam a uma delegacia de polícia depois de tê-lo surpreendido roubando girassóis em um campo.

No entanto, uma testemunha indicou ter visto os suspeitos empurrando-o para fora do veículo.

"Até o momento não foi possível estabelecer a ligação entre este testemunho e a identidade dos acusados", declarou o juiz Magaola Fosoe, libertando os homens depois do pagamento de uma fiança de 5.000 rands (340 euros) cada.

Imediatamente após o anúncio desta libertação, moradores irritados da cidade incendiaram a casa de um fazendeiro branco, segundo um fotógrafo da AFP.

Durante este incidente, vários jornalistas foram atacados por um homem, que seria o proprietário da casa incendiada.

Com uma arma espancou os repórteres, entre eles o fotógrafo da AFP, que ficou ferido no rosto, antes que a polícia conseguisse imobilizá-lo.

A atmosfera permanecia tensa ao meio-dia nas ruas de Coligny, onde os moradores queimaram pneus.

Há alguns dias, quando o caso se tornou conhecido, a população negra da localidade protestou contra este crime classificado como racista. A tensão diminuiu quando os dois suspeitos se entregaram à polícia.

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