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Voo MH371 estaria no piloto automático quando caiu no Oceano Índico

Apesar dos grandes meios mobilizados, até hoje não foi encontrado nenhum destroço da aeronave, o que faz do desaparecimento do MH370 um dos maiores mistérios da aviação moderna. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2014 - 14:22
(AFP)

O avião da Malaysia Airlines que desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo voava muito provavelmente no piloto automático quando caiu no Oceano Índico após a perda de consciência dos pilotos por uma despressurização da cabine, indicaram nesta quinta-feira as autoridades australianas.

Os investigadores tentam determinar as últimas horas do Boeing 777 depois de sua decolagem de Kuala Lumpur com destino a Pequim até o seu desaparecimento no sul do Oceano Índico.

Para o vice-primeiro-ministro australiano Warren Truss, cujo país coordena as buscas, "é muito provável que a aeronave estivesse no piloto automático" no momento em que caiu na água.

"Por isto teve a trajetória muito regular identificada graças aos dados dos satélites", completou Truss.

O chefe do serviço australiano de segurança aérea ATSB compartilha a mesma opinião.

"Analisando sua trajetória pelo Oceano Índico, estimamos que a aeronave estava em piloto automático até o momento que ficou sem combustível", ressalta Martin Dolan.

O voo MH370 mudou bruscamente de rota uma hora depois de sua decolagem e interrompeu as comunicações com os controladores aéreos.

Apesar dos grandes meios mobilizados, até hoje não foi encontrado nenhum destroço da aeronave, o que faz do desaparecimento do MH370 um dos maiores mistérios da aviação moderna.

De acordo com os sinais de satélite, o avião teria voado em direção ao sul do Oceano Índico antes de cair por falta de combustível.

Várias hipóteses foram levantadas, como o ato proposital do piloto ou copiloto ou uma falha mecânica.

Um relatório do ATSB publicado nesta quinta-feira evoca uma despressurização da cabine dos pilotos que provocou a perda do controle da aeronave.

Pilotos sem oxigênio

A sequência de incidentes "corresponde tipicamente a hipóxia (diminuição das taxas de oxigênio no sangue) de uma tripulação incapaz de reagir parece o que melhor se encaixa com os elementos que dispomos sobre os últimos momentos do voo MH370 seguindo a rota para o sul", indica o relatório.

Conforme o que foi dito na semana passada, as autoridades australianas indicaram que as buscas se concentrariam mais ao sul da zona até então vasculhada.

Uma nova análise dos dados coletados por satélites permitiu delimitar uma superfície de 60.000 km2, sempre no sul do Oceano Índico, onde as operações com submarinos iniciarão em outubro e poderão durar até um ano.

Esta zona corresponde ao último arco traçado a partir do último sinal da aeronave recebido por um satélite. Os aviões de observação sobrevoaram a região após o desaparecimento, mas nada foi detectado.

Mas o vice-primeiro-ministro australiano se disse otimista. Segundo ele, este local é "a melhor estimativa do lugar em que o avião pode estar".

"As buscas vão ser minuciosas. É claro, poderemos ter sorte e encontrar o avião logo nas primeiras horas, ou no primeiro dia; Mas isso também poderá levar 12 meses".

Antes da retomada do uso de sondas submarinas, os investigadores enviaram dois navios, o Fugro Equator e o Zhu Kezhen, para mapear o fundo da região, que vai até 5 km sob o nível do mar, uma operação fundamental para a próxima etapa.

As buscas se concentraram por muito tempo em uma zona ao longo de Perth, onde sinais acústicos compatíveis com aqueles emitidos pelas caixas-pretas de aviões foram detectados.

Apesar de semanas de operações com a ajuda de um robô submarino, nada foi encontrado, e os investigadores agora excluem que tais sinais eram das caixas-pretas.

A Austrália lançou um concurso para confiar a organização das futuras buscas a uma empresa privada especializada.

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