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O presidente da Guatemala, Otto Pérez, participa de coletiva de imprensa, na Cidade da Guatemala, no dia 31 de agosto de 2015

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Os Estados Unidos apoiam a Promotoria da Guatemala, entidade que acusa o presidente Otto Pérez Molina de corrupção, e acompanha de perto a situação um dia depois de o chefe de Estado ser destituído de sua imunidade, informou nesta quarta-feira uma fonte do Departamento de Estado.

"Continuamos apoiando a luta contra o crime e a corrupção, que inclui o trabalho feito pela Promotoria e a CICIG (Comissão Internacional da ONU contra a Impunidade na Guatemala)", disse a fonte diplomática americana à AFP.

A Promotoria obteve nesta quarta-feira luz verde para investigar e buscar uma condenação contra Pérez por corrupção, depois que a máxima instância judicial do país, a Corte Constitucional (CC), rejeitou os recursos de amparo apresentados pela defesa.

Um dia depois de o Congresso guatemalteco destituir Pérez de sua imunidade para processá-lo, "estamos acompanhando a situação de perto", acrescentou a fonte, que preferiu manter sua identidade preservada.

"Os Estados Unidos apoiam fortemente a tomada de responsabilidade por corrupção e os processos legais confiáveis, transparentes, independentes e imparciais. Estes processos devem proceder segundo a lei guatemalteca", destacou.

Com a decisão da CC, que está acima da Suprema Corte de Justiça, fica aberto o caminho para investigar penalmente o chefe de Estado, o primeiro a perder a imunidade na história do país centro-americano.

Embora o presidente possa permanecer no cargo, uma eventual ordem de prisão preventiva determinada por um juiz poderia provocar sua suspensão imediata.

A crise política sem precedentes na Guatemala ocorre faltando poucos dias para os guatemaltecos irem às urnas. No domingo, 6 de setembro, será escolhido o próximo presidente, que assumirá em 14 de janeiro.

A esse respeito, os Estados Unidos expressaram seu apoio à realização das eleições, acrescentou a fonte.

AFP