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Enquanto trechos do vídeo da decapitação de um jornalista pelo Estado Islâmico proliferam-se na internet, a plataforma YouTube explicou nesta quarta-feira ter como política bloquear vídeos apenas quando solicitado pelos internautas

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Enquanto trechos do vídeo da decapitação de um jornalista pelo Estado Islâmico proliferam-se na internet, a plataforma YouTube explicou nesta quarta-feira ter como política bloquear vídeos apenas quando solicitado pelos internautas.

"A única coisa que a plataforma pode fazer é bloquear o vídeo quando solicitado, ou se violar as regras da comunidade", informou o YouTube. Para sinalizar um vídeo, o usuário deve clicar em uma bandeira na parte inferior direita da janela de leitura.

"Uma vez que alguém tenha denunciado o vídeo, este será analisado por nossas equipes ao redor do mundo, que trabalham 24 horas por dia todos os dias da semana, e a decisão é implementada rapidamente", indicou, sem especificar o tempo médio de decisão entre a denúncia e o bloqueio efetivo do vídeo.

A plataforma se recusa a comentar o caso específico do vídeo da execução do jornalista, enquanto que a busca "James Foley" no YouTube indicava nesta quarta-feira mais de 67.000 resultados.

"Nós removemos os vídeos com determinados tipos de conteúdo, com destaque para a violência gratuita, o discurso de ódio e/ou incitamento à prática de atos violentos, quando isso nos é indicado pelos nossos usuários. Também bloqueamos as contas registradas por membros de grupos designados como organizações terroristas estrangeiras e utilizadas para promover seus interesses", detalhou um porta-voz do YouTube.

Além disso, "se constatarmos que o vídeo tem um valor jornalístico ou documental, é possível colocar um aviso para advertir sobre imagens chocantes, ou ainda ser proibido para determinados idade" continuou a fonte.

Em um vídeo postado na terça-feira na internet, o EI mostra um homem falando em inglês com um sotaque britânico mascarado e vestido de preto cortando a garganta do jornalista James Foley, que foi sequestrado em novembro de 2012 na Síria.

No Twitter, muitos jornalistas pediram aos usuários que não vejam o vídeo da execução de James Foley, mas sim compartilhem imagens do repórter no campo, em ação com sua câmera.

AFP