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Zuckerberg afirma que Facebook não vende dados pessoais dos usuários

(Arquivo) O cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. janeiro 2019 - 11:01
(AFP)

O cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou a repetir, nesta quinta-feira, que a rede social não vende dados pessoais de seus usuários, em mais uma tentativa de rebater as críticas cada vez mais recorrentes sobre a empresa.

"Nos últimos tempos surgiram muitas perguntas obre nosso modelo econômico, por isso quero esclarecer a forma como funcionamos", escreveu Zuckerberg em um artigo publicado por jornais como o americano Wall Street Journal ou o francês Le Monde.

"Se nos comprometemos a servir a todos, então precisamos de um serviço que seja acessível para todos. A melhor forma de fazer isto é oferecer um serviço gratuito, e isto é o que a publicidade nos permite fazer", completou.

O bilionário americano afirmou que o Facebook armazena os dados de seus usuários para melhorar sua experiência. "As pessoas nos dizem que se devem ver anúncios, estes devem ser pertinentes para eles".

Mas isto não significa que a empresa vende os dados de seus usuários, destacou, em resposta a uma das críticas mais frequentes contra o Facebook, sobretudo desde o escândalo Cambridge Analytica, um caso de troca de informações pessoas sem o conhecimento dos usuários e com fins políticos.

O Facebook não proporciona diretamente os dados aos anunciantes ou demais companhias, e sim cobra para permitir o acesso destas empresas aos usuários, classificados graças às informações que fornecem à rede social.

A rede cria categorias com os dados, como por exemplo "pessoas que gostam de jardinagem e vivem na Espanha", a partir das páginas que elas curtem ou dos conteúdos nos quais elas clicam".

O empresário de 34 anos respondeu a outra crítica recorrente: "Nos perguntam se deixamos conteúdos nocivos ou de conflito em nosso serviço, com o objetivo gerar mais tráfego", o que pode contribuir para difundir conteúdos ofensivos ou notícias falsas. "A resposta é não", afirmou.

Zuckerberg destacou que a rede social não tem interesse em abrigar este tipo de conteúdo porque não agrada os usuários e, portanto, tampouco os anunciantes.

As polêmicas abalaram a empresa e custaram um preço elevado, já que a rede social teve que gastar bilhões de dólares para melhorar sua imagem.

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