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Agricultores suíços apelam à resistência contra a OMC

Manifestação diante do Palácio Federal, em Berna, em novembro de 2005.

(Keystone)

Na véspera da abertura, em Genebra, de uma nova cúpula ministerial da OMC, os agricultores suíços reclamam mais eqüidade nas regras comerciais.

Quarta-feira (28), representantes de organizações agrícolas de 53 países manifestaram o receio de que, na cúpula da OMC, sejam feitas ainda mais concessões aos grandes exportadores agrícolas como o Brasil, em detrimento da agricultura familiar.

De quinta-feira a domingo 2 de julho, mais de dois delegados e sessenta ministros estarão reunidos na Oorganização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. O objetivo é tentar sair do impasse em que se encontra o chamado ciclo de negociações de Doha, que conta ainda mais 700 pontos litigiosos.

Precupadas com o futuro de seus membros, as associações de camponeses de 53 países em que se pratica a agricultura familiar - e que já são importadores de alimentos - se regruparam para exprimir suas preocupações e necessidades.

Do mundo inteiro

Além de pequenos agricultores europeus, o movimento conta também com associações da Índia, Indonésia, Japão, Coréia e de vários países africanos e latino-americanos, signatários de uma declaração adotada em Hong-Kong, em dezembro de 2005.

Até os pequenos agricultores estadunidenses e canadenses que discordam da política de seus governos, assinaram esse texto.

Quarta-feira (28), esses agricultores do mundo inteiro participaram de uma coletiva à imprensa em uma fazenda, em Genthod, perto de Genebra, organizada pela Associação Suíça de Agricultores (USP). Foi lançado à resistência, lembrando aos responsáveis da OMC que seu primeiro dever é formular regras comerciais equânimes.

Urgência inquietante

O governo dos Estados Unidos e a União Européia querem fazer o máximo para concluir o ciclo de Doha, sobre a liberalização do comércio mundial, ainda este ano.

Essa urgência inquieta os pequenos agricultores, até porque tende-se a chegar a um compromisso baseado na proposta dos maiores países emergentes e exportadores agrícolas (G20), liderados pelo Brasil, que prevê redução de tarifas de tarifas e subsídios de até 75%.

Para a USP e seus aliados, essa proposta é inaceitável porque atende sobretudo os interesses dos países exportadores de produtos agrícolas produzidos em escala industrial.

Liberalização relativa

"Estamos dispostos a abrir ainda mais nossas fronteiras e dar acesso aos nossos mercados para os países pobres", afirmou o presidente do Comitê das Organizações Profissionais Agrícolas da União Europeia, Rudolf Schwarzböck.

Contudo, ele exige "um resultado justo que possibilite também um futuro para a nossa agricultura e as exigências de qualidade dos produtos".

Do lado suíço, o diretor da USP lembrou que as propostas do G20 teriam conseqüências dramáticas para a agricultura familiar.

Uma declaração a ser entregue

"Nossa agricultura diversificada seria fundamentalmente colocada em questão, adverte Jaques Bourgeois. Cálculos demonstram que os fazendeiros suíços sofreriam perdas em mais de 40% dos cereais, 50% em legumes e frutas e de mais de 50% para os avicultores.

Para apoiar suas reivindicações, as associações de pequenos agricultores entregarão a declaração de Hong-Kong à diretora da Divisão Agricultura da OMC, Anabel Gonzalez.

swissinfo

Breves

- Os 149 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) negociam uma maior liberalização do comércio mundial no chamado ciclo de Doha, lançado em 2001.

- A Suíça tem uma posição defensiva na questão agrícola na liderança do G10 - grupo de países importadores mas que subvencionam sua própria agricultura - mas ofensiva na liberalização de serviços e na baixa de tarifas para produtos industriais.

- A OMC incita a Suíça a cortar parte das subvenções à agricultura e suas tarifas de importação para os produtos agrícolas.

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Fatos

Nos últimos 15 anos, 30 mil fazendas cessaram suas atividades na Suíça.
Atualmente, 120 mil pessoas trabalham na agricultura. Nos anos 60, eram 420 mil.

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