Navigation

Agricultura

Futuro incerto da agricultura suíça swissinfo.ch

Menos fazendeiros

Este conteúdo foi publicado em 10. maio 2006 - 17:02

É difícil encontrar um segmento da economia suíça que tenha sofrido tantos golpes, nos últimos dez anos, quanto a agricultura.

Faz parte do folclore nacional que os agricultores suíços têm o costume de reclamar. Na realidade, porém, eles os lucros deles caíram pelo menos 10%, na última década.

Isso explica o fenômeno de concentração crescente. Assim, milhares de fazendolas deficitárias, quando não à beira da falência, foram vendidas. Segundo estatísticas disponíveis, das mais de 92.000 propriedades em 1990 restavam pouco mais de 70.000 na década seguinte.

E uma vez transposto o milênio prossegue esse fenômeno de concentração.

Muitas das propriedades remanescentes sobrevivem apenas porque seus agricultores encontraram uma segunda ocupação. Fazendas com superfície superior a 20 hectares resistiram a essa tendência graças a crescentes investimentos.

Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 25% da população suíça trabalhava na agricultura. Hoje, não chega a 3 ou 4%.

Nos anos 50, a Suíça ganhou isenção do GATT – Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, que deu origem à OMC, Organização Mundial do Comércio – em grande parte para proteger a agricultura suíça da concorrência estrangeira.

Isto não decorreu tanto do interesse próprio mas como reflexo de que o relevo da montanhosa Suíça não se presta para nenhuma espécie de agricultura eficiente.

Subsídios

Os agricultores suíços necessitam de 2.5 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 2.1 bilhões) anuais em pagamentos diretos ou em subsídios governamentais, tenham ou não tenham que enfrentar essa concorrência.


Algumas estimativas sugerem que o apoio aos agricultores custem aos cofres suíços 4 bilhões de dólares anuais.

Pagamentos diretos têm a vantagem de não recompensar simplesmente a super produção. Seletivamente, permitem promover setores da agricultura que operam em sintonia com a política agrícola suíça, como por exemplo, a agricultura orgânica. Atualmente, mais de 10% do solo cutivado estão de acordo com rigorosas exigências orgânicas.

Ultimamente, há poucos produtos agrícolas que não possam ser importados mais baratos do que os produzidos no país. Mas a Suíça quer manter um nível de auto-suficiência na produção alimentar. E será difícil superestimar o significado cultural, sociológico e, não menos importante, o aspecto político dos agricultores, como um grupo.

Mesmo se a grande quantidade de queijos, produzida nas planícies centrais e pastagens alpinas – cerca de 170.000 toneladas por ano, em 2007 – não puder ser vendida com lucro real, mesmo assim os fazendeiros, cultivadores, trabalhadores florestais e jardineiros serão necessários para zelar por cerca de 50% de terras cultiváveis.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Em conformidade com os padrões da JTI

Em conformidade com os padrões da JTI

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Os comentários do artigo foram desativados. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Modificar sua senha

Você quer realmente deletar seu perfil?