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Aviador faz escala em seu país

O "Ximango" de Moss pesa 850 kg e tem 17 m de envergadura

Na primeira volta ao mundo em motoplanador, o suíço Gérard Moss, radicado no Brasil, chegou quarta-feira em Lausanne, oeste da Suíça. Vai ficar alguns para visitar a mãe e aproveitar para revisar o "Ximango" em que viaja.

Ao aterrisar no pequeno aeroporto de Lausanne, Gérard Moss era aguardado pela mãe, residente dans la região, que não o via há vários meses. "Meu filho emagreceu muito", afirmou ela ao repórter do jornal "Le Matin", de Lausanne.

Viagem vai continuar rumo ao sul

Moss partiu do Rio de Janeiro, onde vive, dia 21 de junho, para tentar a primeira volta ao mundo em motoplanador da história da aviação. Para atingir seu objetivo, ele já percorreu boa parte dos 50 mil kms de vôo através de 40 países.

Passou pela Amazônia, América Central e América do Norte. Atravessou o Estreito de Bering, a Sibéria, o Sudeste Asiático, Oriente Médio e parte da Europa, voando de 4 a 12 horas por dia. Da Suíça, o aviador vai seguir para o sul da Europa e África, atravessar o Atlântico Sul para voltar ao Rio.

Durante os dias estadia na Suíça, Moss vai revisar o motor, instalar um novo piloto automático e consertar o rádio UHF. Ele está voando sózinho, menos na Sibéria, onde foi obrigado a aceitar um co-piloto.

Ciência e tv

Moss explicou ao jornal suíço que o mais difícil, até agora, foi a Ásia. Disse que geralmente quando pousa já é tarde. Precisa então encontrar um lugar seguro para o planador, um lugar para dormir e comida. "Muitas vezes é míssão impossível, afirma.

O motoplanador de Moss (o motor é só para decolar), está equipado com captores de ar, com finalidade científica. Os dados são enviados a duas Universidades, no Brasil e nos Estados Unidos, para medir a poluição do ar a baixa altitude. Será o primeiro estudo global sobre o assunto.

O planador também é equipado com câmeras de tv parecidas com as da Fórmula 1, de onde envia imagens para a TV Globo, divulgadas no Fantástico, aos domingos.

swissinfo


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