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Baleias não terão reserva no Pacífico sul

Suíça perdeu voto de maior proteção das baleias Keystone

A Suíça apoiava a proposta da Austrália e da Nova Zelândia de criar uma nova reserva que protegeria as baleias em todo o hemisfério sul. A proposta foi rejeitada na Comissão Baleeira Internacional. É uma vitória do Japão e Noroega que ainda caçam baleias.

Este conteúdo foi publicado em 04. julho 2000 - 12:51

A proposta apresentada pela Austrália e Nova Zelândia e apoiada pela Suíça, visava criar uma reserva para as baleias no sul do Pacífico. Seria a terceira reserva (depois do Atlântico e do Indico) e reforçaria assim a proteção da espécie em todo o hemisfério sul.

Para ser aprovada, a proposta devia ter ter dois terços dos votos dos 35 países membros da Comissão Baleeira Internacional (CBI), reunida este ano em Alelaide, Austrália. 18 países votaram a favor da nova reserva, 11 votaram contra, 4 se abstiveram duas delegações estavam ausentes no momento do voto.

O delegação suíça foi dirigida por Thomas Althus, chefe da seção de conservação de espécies no Ministério do Interior. Ele justificou a posição da Suíça, afirmando que, embora protegidas pela moratória à caça desde 1986, as baleias continuam sendo caçadas pelo Japão e pela Noroega, devido uma falha no texto da moratória que permite a caça para "fins científicos". No ano passado, os dois países caçaram cerca de mil baleias.

Organizações ecológicas acusaram o Japão de ter comprado votos de pequenos países, principalmente do Caribe, que ingressaram recentemente na Comissão Baleeira Internacional, em troca de ajuda a programas de desenvolvimento. Tóquio desmentiu categoricamente.

O Ministro australiano do Meio Ambiente declarou que seu país vai insistir em criar uma reserva no Pacífico sul e reapresentar a proposta na próxima reunião da CBI, em 2001, em Londres.

swissinfo com agências

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