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Bancos de gestão param de contratar pessoal

A Paradeplatz, em Zurique, considera o coração da praça financeira suíça

(Keystone)

A estagnação da economia americana e a crise da nova economia tem reflexos nos bancos suíços especialistas em gestão de fortunas. Alguns ainda estão a procura de especialistas mas a maioria parou de contratar. Os bancos suíços gerem cerca de 4 trilhões de dólares, 60% de estrangeiros.

A euforia das contratações acabou nos bancos suíços de gestão. Um dos mais conhecidos, o UBP, de Genebra, está demitindo pessoal, outros pararam de contratar e alguns ainda buscam profissionais especializados, apostando na retomada do crescimento da economia americana no último trimestre deste ano.

Crise da nova economia

De 1997 até o final do ano passado, o pessoal dos bancos gestores aumentou 49%, segundo dados do Banco Central Suíço (BNS). O relatório divulgado segunda-feira (13.8) constata uma pausa nas contratações.

As contratações foram resultado do período de crescimento das economias americana e européia mas também prevendo aumento do volume de fortunas a administrar, com a euforia dos valores da nova economia (internet, biotecnologia etc). Como o setor entrou em crise, menos fusões, menor movimento de ações etc. as novas fortunas não apareceram.

O Lombard Odier & Cie, um dos maiores bancos especilizados suíços, em Genebra, tem 1440 funcionários a afirma que que ainda vai contratar 6 a 8% este ano. O Bordier & Cie, também de Genebra, diz que só contrata quando "cresce a massa" a ser administrada.

"Até o outuno, alguns bancos podem despedir pessoal, mas a situação ainda é positiva", afirma a Associação Suíça dos Bancários (ASEB). Além disso, em Genebra, como centro de competência internacional na gestão de fortunas, os especialistas não têm muita dificuldade para encontrar outro emprego, segundo a ASEB.

swissinfo com agências

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