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Blatter quer ficar até cansar

Michel Platini e Joseph Blatter em Cannes, dia 9

(Keystone)

Tudo indica que Sepp Blatter seja reeleito presidente da FIFA em fins de maio. O xerife do futebol mundial diz não ter terminado sua missão e querer continuar "enquanto eles me quiserem".

"Eles", no caso, são as diferentes federações nacionais. Blatter teria o apoio de uma centena dos 204 países associados.

Na escola de Havelange

O presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, 65 anos, aprendeu alguma coisa com seu predecessor, o brasileiro João Havelange que exerceu 6 mandatos de 4 anos na entidade máxima do futebol mundial, onde ficou portanto 24 anos.

Os respingos de escândalos que atingiram a FIFA, sendo o mais grave a falência de ISL (empresa suíça de marketing esportivo "International Sports Leisure, que deixou um rombo de 34 milhões de euros na Fifa) já teriam sido esquecidos.

Sinal de que seja candidato único é que a 4 meses e meio do voto do Congresso da FIFA, dias 28 e 29 de maio, em Seúl, ninguém quis entrar abertamente na disputa.

O argumento principal avançado por Sepp Blatter para ficar mais tempo é de que "ele tem uma missão a cumprir". Em entrevista concedida ao jornal Le Matin, de Lausanne (edição de 9.1) afirma que "quatro anos não bastam para realizar todo o meu programa". Programa este que não detalha no jornal.

África na mira

Já se sabia há mais de um ano que o presidente da Fifa tinha intenção de levar a Copa do Mundo de 2010 ao continente africano. Pela primeira vez o disse publica e oficialmente em Cannes, por ocasião de uma conferência, na quarta-feira, 9/1.

Sepp Blatter já adiantou que África do Sul e Marrocos são candidatos fortes a sediar a Copa daquele ano. Anteriormente já havia pronunciado os nomes do Egito, da Nigéria e da Tunísia, realçando que no fim somente três estariam competindo pela organização do evento.

Os votos das federações africanas foram decisivos na eleição de Blatter, 4 anos atrás.

"Surpresas" em 2002

O presidente da FIFA promete que a Copa do Mundo de Futebol deste ano será "cheia de surpresas". Já na primeira fase estima que "os melhores se sobressairão naturalmente".

Blatter lembra que tanto os europeus quanto os latino-americanos sempre ganharam nos seus continentes. A única exceção foi o Brasil, vencedor na Suécia, na copa de 1958. (O mesmo Brasil que é também o único país a se ter classificado para todas as copas).

O que o patrão da FIFA não disse é que país tem em mente quando fala de surpresas...

swissinfo com agências.


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