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Brasil tenta atrair investidores em Genebra

Presidente Lula durante coletiva à imprensa, quinta-feira, em Genebra.

(Keystone)

Dirigentes e executivos de mais de 200 empresas, a maioria européias e asiáticas, participaram quinta-feira, em Genebra, de um seminário sobre a economia brasileira.

O encontro foi aberto pelo presidente Lula e teve a participação dos ministros do Planejamento, Fazenda, Indústria e Comércio Exterior e Relações Exteriores.

Vários executivos de empresas suíças participaram do seminário "estabilidade gerando crescimento", organizado pela Unctad - Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento - orgão da ONU dirigido pelo embaixador brasileiro Rubens Ricupero.

Sacrifício

O vice-presidente da Nestlé para as Américas, Carlos Represas, disse a swissinfo que teve uma impressão "muito positiva" e que esse tipo de iniciativa é fundamental para "mostrar aos empresários o rumo que o país vai tomar, a médio e longo prazo".

O espanhol Carlos Alierta, presidente da Telefônica, declarou que "se a Telefônica vem investindo no Brasi, agora mais do que nunca ela vai continuar".

Charles Eldelstenne, presidente da Dassalt Aviação, parceira da Embraer, disse a swissinfo que "ouviu dois discursos: um sobre a vontade de atrair investimentos estrangeiros e outro mais realista sobre os meios de realizá-los".

O seminário ocorreu em duas partes. Foi aberto pelo presidente Lula, que falou do contexto e das reformas em seu primeiro ano de governo. "O governo e todos os brasileiros deram sua parte no sacrifício para recolocarmos o Brasil nos trilhos do crescimento sustentável", afirmou.

Sem precedentes

Falou ainda da previsão de crescimento da economia este ano de 3 a 4% e que o Brasil quer "muito mais" do que os quase 11 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros de 2003.

Na segunda parte do seminário, os ministros da área econômica (Palocci, Furlan e Mantega), responderam a perguntas mais específicas dos investidores.

Ao final do encontro, o ministro Furlan declarou a swissinfo que os empresários questionaram certos "procedimentos burocráticos" mas que a impressão geral foi muito boa. "É uma experiência a ser repetida em outros lugares", acrescentou.

Na coletiva à imprensa, o presidente Lula disse que "Genebra é um centro de decisões políticas e econômicas e que o Brasil nunca havia participado de um encontro nesse nível" na cidade suíça.

Fome no mundo

O presidente ressaltou, no entanto, provocando risos na sala lotada de jornalistas que, "se a gente saisse de um encontro desses com um pacote de investimentos, eu faria isso da uma da manhã à meia noite", afirmou, para explicar que esse o início de um processo.

Sexta-feira, o presidente Lula vai visitar o Museu Olímpico, em Lausanne, onde tratará da possível candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2012.

Posteriomente, em Genebra, tem reuniões marcadas com o presidente francês Jacques Chirac, o presidente chileno, Ricardo Lagos e o Secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O tema desses encontros será a criação de um Fundo Mundial de Combate à Pobreza.


swissinfo, Claudinê Gonçalves, Genebra.

Breves

- Esse foi o primeiro seminário sobre a economia brasileira com a participação do presidente e de ministros do Brasil.

- Mais de 200 dirigentes e executivos de empresas européias e asiáticas participaram, convidados pela Unctad, Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento.

- Empresas estadunidenses não foram convidadas simplesmente pour uma questão de proximidade geográfica, afirmou o embaixador Rubens Ricupero, diretor-geral da UNCTAD.

- Oportunamente, um seminário do mesmo gênero deverá ser organizado nos Estados Unidos.

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