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Brasileiros tentam traficar 66 kg de cocaína para Zurique

Aumentam as apreenções de cocaína pela alfândega suíça. Keystone

Um grupo de traficantes brasileiros e bolivianos tentou levar 66 quilos de cocaína para Zurique. Uma parte da carga chegou ao Aeroporto Internacional da cidade suíça, escondida em "malas sem dono".

Este conteúdo foi publicado em 25. agosto 2008 - 16:27

Junto com a polícia, no ano passado, a alfândega do maior aeroporto helvético apreendeu 223 quilos de cocaína, uma droga que se populariza no país.

Os traficantes foram presos na partida de Fortaleza e houve apreensão de 41 quilos de cocaína. Os 25 quilos restantes "desembarcaram" em Zurique, em 11 malas abandonadas na esteira de bagagens.

As malas pertenciam a um grupo de 14 passageiros – nove mulheres e cinco homens – que foram presos pela Polícia Federal ao tentar embarcar no aeroporto Internacional de Fortaleza, em fevereiro deste ano.

O caso só foi divulgado nesta segunda-feira (25/09) pela Inspetoria de Alfândega do Aeroporto de Kloten, próximo a Zurique, após o encerramento das investigações pela polícia.

"Como não há um acordo de ajuda institucional recíproca para esse tipo de casos entre o Brasil e a Suíça, não houve cooperação entre as autoridades dos dois países que tivesse conduzido à apreensão. Foi um funcionário nosso, muito atento, que descobriu a droga nas malas", disse o inspetor Heinz Widmer à swissinfo.

O grupo de traficantes era formado por sete brasileiros e sete bolivianos. Devido à presença de nove mulheres no grupo, a polícia brasileira investiga a hipótese de tráfico de seres humanos. A pena para o tráfico de entorpecentes varia de cinco a 15 anos de prisão.

Principal centro de apreensão de drogas



Segundo Widmer, o aeroporto de Zurique é o local em que mais se apreende drogas na Suíça. Em 2007, a Inspetoria de Alfândega junto com a polícia apreendeu oito quilos de heroína e 223 quilos de cocaína. "Esse volume de cocaína, uma vez esticado para a venda na rua, pode ser transformado em uma tonelada", disse o inspetor.

Ele afirmou que a maior parte das drogas apreendidas no principal aeroporto suíço é proveniente da América do Sul. "Muitas cargas vêm em vôos diretos ou através dos vôos com escala em Madri e Lisboa."

O caso de fevereiro passado foi de um vôo da TAP, de Fortaleza para Zurique, com escala na capital portuguesa. Segundo Widmer, devido ao limitado número de funcionários e em função de outras tarefas, a Alfândega Suíça não pode controlar todos os vôos quanto ao tráfico de entorpecentes e apenas faz "batidas" por amostra.

Droga popular



Widmer confirma as estatísticas criminais, segundo as quais a cocaína está se transformando numa droga popular na Suíça, devido à queda do preço. As apreensões no aeroporto de Zurique quase dobraram de 146 quilos em 2006 para 223 quilos em 2007.

"O aumento das nossas apreensões indica que há mais tráfico para satisfazer esse aumento da demanda", disse o inspetor.

Ele explicou também que os traficantes são cada vez mais criativos para esconder a droga. "Alguns a escondem muito bem em malas, mas também já apreendemos cargas de cocaína escondidas em barricas de cinco litros de cerveja, em embalagens de xampu e até cocaína diluída em álcool", contou.

Em maio deste ano, teriam chegado 39 pacotes de cocaína (5 kg) provenientes da República Dominicana, escondidos numa parte oca de pilões de madeira.

swissinfo, Geraldo Hoffmann

Dados importantes

Segundo a estatísticas criminais, desde 2001, o volume de cocaína apreendida na Suíça dobrou. A Secretaria Federal de Polícia presume que também as "importações" aumentaram na mesma proporção.

Grandes volumes, amplos canais de distribuição e forte queda de preços - "com isso, o consumo de cocaína, antes restrito à classe chique, tornou-se acessível a amplas camadas jovens", disse o diretor do grupo de trabalho de combate às drogas de Zurique, Ueli Spörri, à swissinfo.

Nos anos de 1980, um grama de cocaína custava entre 500 e 600 francos suíços, dependendo da pureza da droga. Hoje o preço oscila entre 40 e 120 francos, o que equivale a 8 francos por carreira.

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