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Cai patrão do Credit Suisse

Choviam críticas Lukas Mühlemann Keystone Archive

Sem surpresa, Lukas Mühlemann, deixa o cargo de presidente da direção do Credit Suisse, 2° maior banco do País, em dezembro.

Este conteúdo foi publicado em 19. setembro 2002 - 13:23

Mühlemann está envolvido em escândalos financeiros e decisões consideradas errôneas.

Lukas Mühlemann abandona todas as suas funções no CSG em 31 de dezembro. Uma decisão que não surpreende porque choviam críticas contra ele há mais de um ano.

Numa tentativa de apaziguar os ânimos renunciou no início de julho à função de presidente do Conselho de Administração do banco, conservando somente o cargo de "chefe de orquestra" do estabelecimento. Em vão.

Mühleman resolveu então tomar uma decisão que achou "nada fácil" divulgada em comunicado na quinta-feira, 19/9: "Quero que o CSG possa se desenvolver sem ser entravado pelas discussões sobre minha pessoa".

Fracasso

As qualidades de administrador do demissionário têm sido questionadas principalmente desde o caso Swissair, que pediu concordata em outubro do ano passado. Mühlemann participava do conselho de administração da companhia aérea. Há ainda muitas queixas pendentes contra ex-responsáveis pela falência. Mühleman era um deles.

A imagem do banqueiro saiu também arranhada por ocasião da última grave crise na Argentina. Lá, a justiça apurou envolvimento do Banco General de Negocios em fuga de capitais e lavagem de dinheiro. O banqueiro suíço era membro do conselho de administração do BGN.

Segundo Claudia von Türk, analista do Banco Pictet e Cie, "Lukas Mühleman sofria de grave perda de credibilidade dentro e fora do Banco".

Perdas

E Jérôme Schupp, do Banco Syz & Co aponta também o fracasso da estratégia do patrão do CSG, uma estratégia bastante dependente dos mercados financeiros.Schupp lembra que o risco é enorme quando a situação piora, como atualmente.

A política errada estaria refletida no desempenho financeiro do Credit Suisse Group. Em 2001, o CSG registrou baixa de 73% nos lucros líquidos, em relação ao período anterior. (Mesmo assim ganhou 1.6 bilhão de francos, mais de 1 bi de dólares). E a tendência se manteve no primeiro semestre deste ano.

Os acionistas não têm perdoado a comparação com o UBS. O maior banco suíço teve uma baixa de 36% nos lucros de 2001 (o faturamento foi de 4.9 bilhões de francos). No primeiro semestre de 2002 os lucros líquidos caíram 9%, a 2.69 bilhões de francos. O CSG constata clara perda de 211 milhões.

Dupla na chefia

As dificuldades de seguradoras também serviram para manchar a imagem do banqueiro. Em junho, o CSG anunciou injeção de 1.7 bilhão de francos para ajudar a Winterthur, que comprou em 1997.

A compra de 8% da Rentenanstalt/Swiss Life (seguro de vida) há 2 anos também não foi feliz, pois exigiu centenas de milhões de francos de amortização.

Por tudo isso, a renúncia do patrão do CSG não surpreende os observadores. Em janeiro do ano que vem, entram na vaga de Mühleman uma dupla estrangeira: o norte-americano John Mack, 58 anos, atual chefe do Credit Suisse First Boston e o alemão Oswald Grübel, 59 anos, patrão Credit Suisse Financial Services.

Uma "direção bicéfala", bastante praticada nos Estados Unidos, é algo original na Europa.

swissinfo com agências.

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