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Catástrofe ecológica pode voltar à tona

(swissinfo.ch)

Quase 26 anos depois do acidente de Seveso, norte da Itália, uma decisão da Corte Suprema italiana pode custar caro à empresa suíça Givaudan.

Em 10 de julho de 1976, devido um defeito no sistema de refrigeração na fábrica de Icmesa em Seveso, perto de Milão, 2 gramas de dioxina vazaram para a atmosfera e atingiram os vilarejos vizinhos.

Decisão da Corte Suprema

Não houve vítimas imediatamente mas mil pessoas foram evacuadas e 200 foram hospitalizadas. Nos anos seguintes, crianças nasceram com má formação.

Proprietária da fábrica de Icmesa, a empresa suíça Givaudan, atual líder mundial no setor de aromas, pagou indenizações de 180 bilhões de liras (180 milhões de francos suíços) e o caso foi encerrado.

Quase 26 anos depois, a Corte Suprema italiana acaba de pronunciar um veredicto que pode provocar a reabertura do processo. O tribunal acatou um recurso de uma vítima que reclama indenização por perdas e danos morais ocasionados pelo acidente.

Na prática, a angústia e o medo de contrair uma doença ou de uma gravidez com risco de má formação devem ser levados em consideração. Nesse caso específico, a Givaudan foi condenada a pagar uma indenização mínima: 4 milhões de liras (3.200 francos suíçoe).

Advogado quer negociação coletiva

Se as 10 mil vítimas entrarem nova ação na Justiça, as indenizações poderão se multiplicar. O advogado da primeira vítima declarou à imprensa italiana que quer negociar uma indenização global com a empresa suíça.

O montante avançado pelo advogado é da ordem de 20 a 50 milhões de euros. Na sede da Givaudan, em Genebra, o porta-voz afirma que é difícil apresentar uma queixa coletiva na Itália mas que, de qualquer maneira, a empresa tem previsões orçamentárias para isso.

No total, o acidente de Seveso custou, até agora, 300 milhões de francos suíços à Givaudan.

swissinfo com agências


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