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Chanceler participa do enterro de Assad

O féretro de Assad transportado ao Palácio do Povo.

(Keystone)

O ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss, representa a Suíça nesta terça-feira, 13 de junho, em Damasco, nos funerais do presidente sírio, Hafez el-Assad. A Suíça procura desempenhar um papel no processo de paz do Oriente Médio.

As relações entre a Suíça e a Síria foram qualificadas de "fracas" por ocasião de visita do ministro Deiss a Damasco em março. Na ocasião, acompanhado por uma delegação de empresários, o ministro estimava que as relações bilaterais suíço-sírias deviam começar pelo fortalecimento dos laços econômicos.

A operação de charme de Deiss em Damasco incluiu uma visita às Colinas de Golan, anexadas por Israel que as ocupou em 1981. Ele defendeu então a necessidade de restituição do território à Síria.

A questão é complexa. Israel alega margem de segurança para manter pelo menos uma parte do território para onde colonos israelenses afluiram aos milhares. Está em jogo também controle de fornecimento de águas que na região é questão estratégica.

Neste ano, Israel e Síria, sob mediação americana negociaram em vão as modalidades da restituição das colinas à soberania de Damasco. Para Hafez el-Assad a restituição devia ser total e pronto.

Desde que foi ocupada há quase 20 anos, a Suíça mantém posição que as colinas devam ser entregues à Síria. Agora a morte de Hafez el-Assad, o "leão de Damasco", suspende todo o processo. E ninguém se arrisca a prognosticar como possa evoluir a questão.

Resta que a neutra suíça busca espaço para atuar como mediadora. A viagem do ministro das Relações Exteriores a Damasco insere-se nesse contexto.

J.Gabriel Barbosa

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