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Chefe da diplomacia suíça vai a Moçambique

Micheline Calmy-Rey vai abordar a situação das mulheres na África austral.

(Keystone Archive)

A ministra suíça das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, vai visitar a África do Sul e Moçambique, de 19 a 21 deste mês.

A Suíça tem projetos distintos nos dois países. A África do Sul é um motor regional enquanto Moçambique é um dos países prioritários para a DDC - agência suíça para o desenvolvimento.

A viagem da ministra das Relações Exteriores concide com o 10° aniversário do fim do "apartheid", regime racisme que vigorava na África do Sul.

Em Pretória, Micheline Calmy-Rey será recebida pelo sem homólogo Nkosazana Clarice Dlamini Zuma. Os dois chefes da diplomacia abordarão principalmente a situação da mulher na África e na Suíça.

Na agenda também está incluido o tema das novas formas de cooperação para promover a paz e a ajuda ao desenvolvimento. A iniciativa de Genebra para a paz no Oriente Médio também será um dos assuntos.

A ministra suíça também inaugurou, quinta-feira, a nova embaixada da Suíça em Pretória, em presença de 200 personalidades sul-africanas.

Contrastes

Sábado, a ministra suíça das Relações Exteriores estará em Moçambique, onde será recebida pelo chefe da diplomacia, Leonardo Santos Simo. Vai ainda visitar projetos de promoção da paz e programas de ajuda ao desenvolvimento, financiados pela Suíça.

Micheline Calmy-Rey será acompanhada pelo chefe da seção África Oriental e Austral da DDC - Direção de Desenvolvimento e Cooperação. François Binder sublinha a diferença entre a África do Sul e Moçambique: " o primeiro é um motor político e econômico na região; o segundo está entre os países mais pobres do mundo".

Parceiro comercial

As relações da Suíça com cada um dos dois países também são muito diferentes.

A África do Sul é o primeiro parceiro comercial da Suíça no continente africano. Em 2002, o volume de negócios entre os dois países totalizou 1 bilhão de francos suíços, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Os investimentos diretos suíços deste 1994 somam 777 milhões de francos. As filiais e sucursais de empresas suíças empregam 22 mil pessoas na África do Sul.

Ajuda ao desenvolvimento

Moçambique é um dos principais beneficiários da ajuda suíça ao desenvolvimento, com investimentos anuais de 35 milhões de francos suíços. No plano comercial, o volume de transações entre os dois países e bastante modesto.

Enquanto a ajuda externa não ultrapassa 1% do orçamento da África do Sul, Moçambique depende em 50% da comunidade internacional para as despesas correntes e em mais de 75% para os investimentos.

Em Moçambique, a Suíça apoia projetos de democratização, decentralização, promoção da paz, desenvolvimento econômico, alimentação e água potável, desenvolvimento rural e desminagem.

Mas, para a responsável dos programas da DDC em Moçambique, Anne-Sophie Gindroz, a prioridade é a saúde. "Fornecemos remédios e apôio ao desenvolvimento de infra-estruturas nas regiões rurais", explica.

Uma novo conceito

Na África do Sul, a DDC atua desde 1994 em programas de democratização, educação, luta contra a Aids (Sida) etc.

Mas a Suíça poderá aplicar doravante uma estratégia mais global. "Uma atuação regional parece ser mais eficaz. Vamos extender programas destinados à África do Sul ao outros países da África Austral", afirma Max Streit, responsável regional da DDC.

A agência suíça já testou o método dos projetos temáticos. O programa de ajuda às crianças atingidas pela Aids (Sida) na África do Sul foi extendido a outros países (Mawai, Moçambique, Namíbia, Uganda, Tanzânia e Zimbabwe).

Outro exemplo de sinergia regional: nas útimas eleições autárquicas (minicipais) em Moçambique, um sul-africano fazia parte dos inspetores eleitorais.

"Foi muito enriquecedor ter um mediador exterior a Moçambique, afirma Anne-Sphie Gindroz.

swissinfo, Faryal Mirza
Traduction et adaptation: Claudinê Gonçalves

Fatos

A África do Sul é o primeiro parceiro comercial da Suíça no continente africano.
Em 2002, o volume de transações foi de aproximadamente 1 bilhão de francos.
Filais e sucursais de empresas suíças empregam 22 mil pessoas da África do Sul.
Moçambique é um dos países de concentração da ajuda humanitária suíça.
Os investimentos anuais dos projetos em Moçambique totalizam 35 milhões por ano.

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