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China pede redução de arsenais nucleares de EUA e Rússia em conferência

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante visita a Riad, na Arábia Saudita 24/03/2021 Bandar Algaloud/Cortesia da Corte Real Saudita/Divulgação via REUTERS reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. junho 2021 - 13:15

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu que os Estados Unidos e a Rússia reduzam mais seus arsenais nucleares nesta sexta-feira, dias antes de o presidente norte-americano, Joe Biden, e o presidente russo, Vladimir Putin, realizarem uma reunião de cúpula em Genebra.

Participando de uma Conferência sobre Desarmamento apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), Wang disse que as novas reduções das duas potências ajudariam a impulsionar o desarmamento nuclear multilateral, e também fez uma crítica velada aos EUA.

"A China se opõe ao desenvolvimento e à mobilização de sistemas de defesas de mísseis regionais e globais de um certo país que minam a estabilidade estratégica, e a China se opõe à mobilização de mísseis balísticos terrestres de alcance intermediário do mesmo país na vizinhança de outros países", disse Wang.

O governo Biden disse que os EUA pretendem competir com a influência e a força militar crescentes da China na região Ásia-Pacífico. A China também é uma potência nuclear, mas seu arsenal é muito menor.

Robert Wood, embaixador norte-americano a cargo do desarmamento, falou no fórum de Genebra para pedir a Pequim que se envolva em conversas bilaterais sobre a redução de riscos e a estabilidade estratégica, posição alinhada a comunicados anteriores.

"Até hoje a China refuta esforços dos EUA para iniciar conversas bilaterais sobre a redução de riscos e a estabilidade estratégica", disse Wood.

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