Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Agência Espacial Europeia (ESA) Suíça e Europa pesquisam além do infinito



Depuis 2008, le vaisseau automatique ATV assure le ravitaillement de la Station spatiale internationale. Et son châssis est fabriqué en Suisse, par RUAG.

Depuis 2008, le vaisseau automatique ATV assure le ravitaillement de la Station spatiale internationale. Et son châssis est fabriqué en Suisse, par RUAG.

(Keystone)

A Suíça é uma potência espacial. Muito maior do que o tamanho do país possa sugerir. Ela também acaba de assumir, junto com o Luxemburgo, a presidência do Conselho Ministerial da Agência Espacial Europeia (ESA).

A Suíça participa da conquista espacial desde seus primórdios. Quando, em julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na Lua, o primeiro experimento que eles implantaram foi uma vela para capturar partículas solares projetada pela Universidade de Berna. A mesma que, 43 anos depois, recebeu o sinal verde da ESA para desenvolver o CHEOPS, o Telescópio Espacial caçador de exoplanetas.

Neste campo, os suíços se mantêm como líderes mundiais desde a descoberta do primeiro planeta em órbita de outro sol que o nosso por Michel Mayor e Didier Quéloz, em 1995. "Eu acho que os exoplanetas são uma descoberta tão importante quanto a do DNA, que merece um Prêmio Nobel", se entusiasma Philippe Gillet, vice-presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), que também colaborou na preparação da candidatura do projeto CHEOPS.

Leve e resistente

Mas o que torna a Suíça tão boa em tecnologia espacial? Tudo que for enviado ao espaço deve ser leve e resistente, pois cada quilo conta e não é possível consertar nada a milhões de quilômetros da Terra. Para Philippe Gillet, "temos uma boa experiência na miniaturização e uma longa tradição de fiabilidade. E para lidar com pesos-pesados da Europa, como França e Alemanha, precisamos mostrar o que os outros não têm".

Por exemplo, poder construir um microscópio de força atômica do tamanho de uma caixa de fósforos que pode resistir às vibrações e variações de temperatura do voo interplanetário. Foi o que uma start-up e duas universidades suíças fizeram para a missão americana Phoenix. Em julho de 2008, a sonda que pousou em Marte foi a primeira a encontrar nano-cristais de gelo de água.

É na Suíça também que está sendo testado o altímetro a laser BELA, que partirá daqui dois anos para Mercúrio a bordo da sonda europeia BepiColombo. Após seis anos e meio de viagem, o instrumento voará o planeta mais próximo do Sol, a uma altitude média de 700 km, mapeando o relevo com uma precisão de um metro.

Histórias de sucesso

Precisão, fiabilidade, inovação. Essas qualidades geralmente são atribuídas ao "Swiss Made" e fazem parte do grande sucesso da indústria espacial suíça, as pontas de foguetes. Desde o início do foguete Ariane, em 1974, a grande ponta que protege a nave espacial durante o primeiro minuto de voo de todas as missões da ESA é feita na Suíça.

Em mais de 200 missões, estas pontas, que são descartadas no espaço, nunca deram defeito. Se a ponta não abrir, a missão acaba na hora, o que significa uma perda de centenas de milhões, até mesmo bilhões, investidos.

Será que isso basta para garantir esse mercado aos suíços? "Nada está garantido no meio industrial. A crise europeia está aí para nos lembrar que é sempre muito difícil manter um mercado. Mas eu acho que a Suíça tem tudo para manter os que ela tem, além de poder continuar desenvolvendo outras empresas no ramo”, diz Philippe Gillet.

10 bilhões de euros, apesar da crise

Enquanto isso, a Suíça acaba de assumir, com o Luxemburgo, a presidência do Conselho da ESA a nível ministerial até 2015. Em Nápoles, nos dias 20 e 21 de novembro, o Secretário de Estado da Educação e Pesquisa da Suíça, Mauro Dell'Ambrogio, e o Ministro das Comunicações e Pesquisa do Luxemburgo, François Biltgen, definiram as próximas metas da organização.

Apesar das proporções tomadas pela crise europeia desde 2008, data da última reunião, os ministros foram capazes de manter o orçamento da agência em 10 bilhões de euros para os próximos três anos. A ESA vai deixar de lado a Lua, no momento, mas as duas missões a Marte, em colaboração com os russos, foram mantidas, assim como a contribuição europeia para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Outra decisão importante tomada em Nápoles foi a escolha pela construção de uma versão melhorada do Ariane 5, chamada ME (para Middle Evolution). O foguete introduzirá possíveis componentes que serão aproveitados no futuro Ariane 6, previsto para a próxima década.

É que o mercado de foguetes comerciais está cada vez mais competitivo. Arianespace, que ainda detinha 60% do mercado em 2010, enfrenta agora a concorrência de diversos outros fabricantes de foguetes, como o russo-americano Proton, o russo-ucraniano Zenit, o indiano PLSV, o chinês Longue Marche, e principalmente o americano SpaceX, que quebrou o preço da tonelada posta em órbita. E o preço é justamente um dos pontos fracos do Ariane.

ESA

Reunindo recursos de seus 20 países-membros, a ESA pode fazer o que nenhum outro país no continente poderia fazer sozinho. Seu orçamento anual é de 4,8 bilhões de francos suíços. É maior do que o da agência russa Roskosmos (3,5 bilhões), mas muito menor do que o da NASA (16,5 bilhões).

Desde 1975, a ESA lança satélites de comunicação (usados para transmitir sinais de rádio, televisão ou internet), de monitoramento do meio ambiente (incluindo o tempo) e logo de geolocalização (sistema Galileo, em construção). Tem a sua própria base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa.

A Europa tem enviado sondas em todo o sistema solar: Vênus, Titã (lua de Saturno), a Lua, Marte, os cometas Halley e Churyumov-Gerasimenko (onde um pequeno robô deve pousar no ano que vem), e em breve Mercúrio. A ESA também examina o céu profundo, principalmente com os telescópios Herschel e Planck, que analisam a formação de sistemas planetários e o eco distante do Big Bang.

A ESA também forma astronautas desde 1978 e um dos três primeiros foi o suíço Claude Nicollier. Eles participaram em missões americanas, russas, e mais recentemente na Estação Espacial Internacional, onde a agência também tem o seu módulo de laboratório. Até o momento, 33 europeus estiveram no espaço.

Aqui termina o infobox


Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch


Links

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

×

Destaque