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Clérigos discutem situação de Ben Laden

Refugiados afegãos na fronteira com o Paquistão swissinfo.ch

Centenas de religiosos islâmicos estão reunidos no Afeganistão para discutir se o saudita Oussama Ben Laden será extraditado. O governo afegão impôs condições estritas mas o Conselho de Segurança da ONU exige a extradição imediata e incondicional.

Este conteúdo foi publicado em 19. setembro 2001 - 13:05

Aparentemente, os paquistaneses não conseguiram convencer os afegãos a entregarem o saudita Ben Laden, designado pelos Estados Unidos como principal responsável pelos atentados do dia 11.

França e ONU

Parte da população paquistanesa é contra as pressões exercitas do governo paquistanês e protesta nas ruas em favor do regime Taleban, no poder no Afeganistão.

Pela primeira vez, no entanto, o governo afegão referiu-se à extradição de Ben Laden, mesmo impondo condições estritas: receber provas de que ele seria o responsável pelos atentados; nesse caso, o Taleban aceitaria a extradição para um país muçulmano neutro, sob condição de que ele fosse julgado por um tribunal islâmico e suspensão do embargo ao Afeganistão imposto pela ONU.

Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU, presidido atualmente pela França, exige a extradição imediata e incondicional de Ben Laden, conforme resolução adotada em 19 de dezembro do ano passado.

Primeiro chefe de Estado extrangeiro a visitar o presidente Bush depois do atentado, o presidente francês, Jacques Chirac, disse que a França lutaria ao lado dos EUA contra o terrorismo mas não empregou a palabra "guerra" utilizada pelos norte-americanos.

swissinfo com agências

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