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Clérigos recomendaram que Ben Laden deixe Afeganistão

Porta-aviões americano e taleban: concepções distintas da guerra swissinfo.ch

Depois de dois dias de deliberações em Cabul, o clero islâmico afegão exortou Oussana Ben Laden a deixar voluntariamente o Afeganistão. Dessa maneira, o regime afegão não nega mas também não aceita a extradição exigida por Washington. Os EUA continuam preparando o ataque mas, aparentemente, o presidente Bush tem dificuldades em formar uma aliança internacional.

Este conteúdo foi publicado em 21. setembro 2001 - 14:12

Reunidos a pedido do chefe do Taleban, molá Mohammed Omar, o "doutores da fé" islâmica do Afeganistão pedem também à ONU e à Organização da Conferência Islâmica, que façam uma investigação independente dos atentados do dia 11 nos EUA.

Os líderes religiosos sugerem que o Taleban convença Ben Laden a deixar o Afeganistão "voluntariamente e no momento oportuno", segundo a agência afegã de notícias. A decisão caberá ao molá Mohammed Omar, chefe supremo do Taleban, que controla 90% do território afegão. Também reiteraram que em caso de ataque, será declarada a "guerra santa" dos muçulmanos.

Diplomacia e tropas

Os Estados Unidos continuam preparando-se para a resposta aos atentados. O maior porta-aviões do mundo (Theodore Roosevelt) e mais 13 navios já zarparam dos EUA com mais 15 mil homens a bordo. Outros dois porta-aviões estão estacionados no Golfo Pérsico e no Oceano Indico. 150 aviões foram enviados a bases na Europa e Oriente Médio.

Por outro lado, a atividade diplomática continua intensa nos EUA e na Europa para tentar formar uma coalisão internacional na resposta aos atentados. Correspondente de swissinfo em Washington relata, no entato, que o presidente Bush está tendo dificuldades para encontrar aliados.

Russia e União Européia

Nesta quinta-feira, 20.9, Bush recebe a presidente indonésia Megawati Sukarnoputri. A Indonésia tem a maior população de muçulmanos no mundo mas o país anda à beira da explosão e tem movimentos islâmicos violentos.

O chefe da diplomacia russa, Igor Ivanov, também está em Washington. A Rússia tem falado em apôio e conhece bem o Afeganistão por ter perdido uma guerra lá. Mas tem pouco interesse em participar militarmente e teme, sobretudo, que os Estados Unidos permaneçam na região.

O chefe da diplomacia alemã, Joschka Fisher, vai exprimir reservas da União Européia ao presidente Bush. O chanceler alemão Shroeder declarou ao Parlamento está disposta a correr riscos mas não quer entrar em "aventuras".

O presidente francês, Jacques Chirac, não disse claramente a Bush que a França vai participar de operações militares mas que está "disponível para discutir meios de lutar contra o terrorismo".

Sexta-feira 21.9, os chefes de Estado e de governo da União Européia vão se reunir em Bruxelas. Por enquanto, Bush só conta com apôio incondicional da Grã-Bretanha, Austrália e Coréia do Sul.

swissinfo

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