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Começou Montreux e seu caldeirão de ritmos

Cartaz do Festival de Montreux 2001

O mais famoso festival de Jazz do mundo, o de Montreux, apresenta, até 22 de julho, programação para todos os gostos. Desde mestres como Bob Dilan, B.B. King e Celia Cruz, a jovens como Bebel Gilberto, e menos jovens, como Sting. O evento deve atrair 140 mil pessoas, a maioria para o « festival off », realizado em ambiente de quermesse.

O "Montreux Jazz Festival" é um caldeirão de ritmos, com os mais variados artistas, embora o diretor, Claude Nobs, convide os mesmos (quase) todos os anos. Nobs alega ser colecionador de trens e brinca : «Preciso de locomotivas para puxar aos vagões».

Os vagões são artistas como John McLaughlin e Herbie Hancock - que já vieram mais de 10 vezes. São também B.B.King, Keith Jarrett, Van Morrison, George Duk, Chick Corea, entre outros.

Frustrações do diretor do festival é não ter levado aos palcos de Montreux Thelonius Monk, Stevie Wonder ou Prince. Mas Madonna teria manifestado intenção de participar da programação.

A música brasileira, presente desde 1974 e com duas noites reservadas à MPB, desde 1988, está representada nesta 35a. edição com La Índia, Milton e Gil (dia 13, no Auditorium Stravinski); Jorge Ben, Carlinhos Brown e Skank (dia 14, no mesmo auditório).

No dia 12, também no Auditorium Stravinski, João Gilberto divide o palco com Paco de Lucia and 7tet. E numa noite qualificada de "latin" (dia 12, no Miles Davis Hall), Bebel Gilberto disputa espaço com Zuco 103 e Ozomatli.

Para outros gostos, o festival oferece variados gêneros musicais - de
blues e dixieland à tecno e ambient music, passando pelo jazz, soul, rock, pop, reggae, e música cubana...

E a respeito de música cubana - muito em voga no mundo, na esteira do filme de "Buena Vista Social Club" de Wim Wanders - Montreux este ano reserva boas surpresas: na noite Funk & Latin (19, Auditorium Stravinski) tem Celia Cruz & Alfredo de la Fe. E na noite precedente (no mesmo auditório) Michel Camilo (piano) & Tomatito (guitarra flamenca), surpreendente mistura que resultou num jazz instigante e apreciado.

No centro da cidade, com o festival off que atrai mais pessoas, a música (ou as músicas - porque os decibéis são elevados, podendo haver mistura de gêneros - começam por volta do meio dia e quase varam a noite.

Com o crescimento constante do festival tudo se desenvolve em ambiente de quermesse, com barracas que vendem comidas típicas, desde merguez (salsicha do Maghreb) a feijoada, para não falar de bebidas, incluindo a indispensável caipirinha. Tudo contribuindo para a badalação, divertimento, paqueras e outras coisas...

Quando o festival começou, em 1967, foram vendidos 1.200 ingressos, cifra que corresponde atualmente ao número de pessoas que trabalha para o evento. Hoje são vendidos 80 mil ingressos e 140 mil freqüentam Montreux por ocasião do "Jazz Festival".

J.Gabriel Barbosa


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