Coronavírus afeta número de passageiros de trens suíços

O número de pessoas que utilizam trens na Suíça diminuiu desde o surto do coronavírus, resultando em um enorme golpe financeiro, informou a CFF, a companhia de trens do país, na terça-feira.

O número de passageiros na Suíça viajando para a Itália caiu 90% © Keystone / Peter Klaunzer

O número de passageiros na Suíça caiu de 10 a 20%, enquanto o número de pessoas viajando para a Itália caiu 90% e o de pessoas indo para a França caiu 60% em comparação ao período anterior ao surto do vírus, disse.

A CFF está, portanto, perdendo CHF500.000 por dia, disse a companhia.

No mundo inteiro, mais de 114.300 casos de infecção pelo coronavírus foram registrados em 111 países e territórios, causando a morte de 4026 pessoas, de acordo com uma contagem da agência de notícias Reuters. A Suíça, por sua vez, registrou uma terceira morte na terça-feira devido ao Coronavírus, uma mulher de 80 anos no Ticino. O número de infecções ultrapassou a marca dos 500 nesta terça-feira.

Recorde em 2019

A notícia do coronavírus veio quando a empresa estatal anunciava um número recorde para 2019. No ano passado, a CFF transportou um total de 1,3 milhões de passageiros por dia - 6% a mais do que em 2018. Vendeu 124 milhões de passagens - 15% a mais que em 2018 - e pela primeira vez mais da metade de todos as passagens foram compradas online. Um total de 8,8 milhões de passagens a preço reduzido foram vendidas.

O número de pessoas comprando passes anuais ou de meia tarifa também aumentou. Cerca de 3,2 milhões de passageiros têm um desses passes, ou seja, quase metade da população do país.

A CFF disse que menos trens chegaram na hora (89,5%) no ano passado, mas a satisfação geral do cliente aumentou, tanto para as viagens de passageiros quanto para a carga. No total, a empresa registrou um lucro líquido de CHF463 milhões em 2019 (-18% em comparação com 2018).



Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo