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Crise aérea entre Suíça e Alemanha

Ministros Kurt Bodewig e Moritz Leuenberger

(Keystone)

Fracassaram na terça-feira 14, as negociações entre Suíça e Alemanha sobre o tráfego aéreo no Aeroporto Internacional de Zurique. As exigências alemãs aumentaram com ameaças de medidas unilaterais.

Em abril, um pré-acordo bilateral limitava os movimentos de decolagem e aterrissagem a 100 mil. Atualmente a cifra é de 154 mil.

Na tentativa de finalizar o acerto, o ministro suíço dos Transportes, Moritz Leuenberger (que assume também a presidência rotativa do país) e seu colega alemão, Kurt Bodewig reuniram-se na terça-feira, 14/8 em Berna.
O desacordo foi total.

A novidade é que a Alemanha mostra-se mais exigente. Caso não se chegue a acordo no próximo encontro, dia 4 de setembro, ameaça exigir unilateralmente redução dos movimentos de vôo a 80 mil no Aeroporto Internacional de Zurique.

A agenda reúne três pontos importantes:

- indenização dos ribeirinhos do sul da Alemanha, afetados pelo ruído dos aparelhos que pousam em Zurique. (A fronteira alemã está a 25 km do aeroporto. E 95% dos distúrbios resultantes do trânsito das aeronaves afetam a província alemã de Baden-Würtemberg;

- a compatibilidade entre o acordo germano-suíço e o acordo concluído entre a Suíça a União Européia (que em princípio deve vigorar no ano que vem);

- a redução por etapas do tráfego aéreo sobre Baden-Würtemberg.

Os dois lados estão sob pressão política, com ameaças dos respectivos parlamentos de não ratificarem um acordo que seja desfavorável. A posição suíça parece fortalecida pelo acordo com a União Européia (EU).

O ministro Leuenberger pode argumentar que as exigências alemãs implicam discriminação até porque não são aplicadas em aeroportos da Alemanha e de outros países da UE. Caso sejam aplicadas, significam perda de competitividade para o Aeroporto de Zurique.

swissinfo com agências.

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