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Crise reduz fortuna dos ricaços na Suíça



O sueco Ingvar Kamprad é o homem mais rico da Suíça

O sueco Ingvar Kamprad é o homem mais rico da Suíça

(Keystone)

Os 300 mais ricos da Suíça perderam cerca de 10 bilhões de francos (o mesmo valor em dólar) este ano contra 70 bilhões em 2008, informa a "Bilanz", principal revista econômica do país.

A mais jovem entre os super-ricos é a grega Athina Onassis, de 24 anos, casada com o cavaleiro brasileiro Álvaro Alfonso de Miranda, o Doda.

No total, os 300 homens e mulheres mais ricos da Suíça têm uma fortuna de 449 bilhões de francos em 2009 (contra 374 bi em 1999), sendo que 133 deles podem se chamar bilionários.

Dois terços dos super-ricos suíços são de origem estrangeira. Em média, cada um dos 300 possui 1,5 bilhão de francos. "Eles ainda sentem os efeitos da crise financeira, embora menos do que no ano passado. Mas não é preciso ter pena", escreve a revista Bilanz.

O líder do ranking continua sendo Ingvar Kamprad, fundador da rede europeia de lojas de móveis Ikea. O sueco, que vive à beira do Lago de Genebra, tem uma fortuna avaliada em 35 a 36 bilhões de francos (atualmente o franco está equiparado com o dólar) e figura entre os cinco homens mais ricos do mundo.

Em segundo lugar aparecem as famílias Hoffmann e Oeri, herdeiras do grupo farmacêutico Roche, com bens avaliados em 15 a 16 bilhões de francos, um bilhão a menos do que em 2008.

Com 10 a 11 bilhões de francos, a dinastia Brenninkmeijer, dona da C&A, defendeu o seu terceiro lugar, embora tenha perdido dois bilhões de francos.

Os Brenninkmeijer, no entanto, dividem essa posição com a família de Ernesto Bertarelli, dono da equipe de vela Alinghi, atual campeã da Copa América, com uma fortuna avaliada entre 10 e 11 bilhões de francos.

Queda do oligarca russo

Segue na lista o oligarca russo Viktor Vekselberg, com 8 a 9 bilhões de francos. Ele é considerado pela Bilanz como um dos grandes perdedores do ano, ao lado da Latsis que, após perdas no setor bancário, na navegação e no transporte aéreo, ainda possui 6 a 7 bilhões de francos.

Um bilhão a mais, ou seja, 7 a 8 bilhões de francos, possui Hansjörg Wyss, maior fabricante mundial de implantes e instrumentos para traumatologia. Mas sua fortuna encolheu em 2 bilhões de francos no último ano.

O chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, igualmente perdeu 2 bilhões de francos e agora possui “apenas” 3 a 4 bilhões, porque, após o divórcio, teve de entregar um terço de sua fortuna à ex-mulher, como escreve a Bilanz.

Família Hayek em alta

O ranking da revista também apresenta vencedores. A família Hayek, que em 2008 perdeu mais de 2 bilhões devido à queda das ações do grupo relojoeiro Swatch, voltou a ganhar 1,5 bilhão este ano.

Os fundadores da Sonova, Andy e Hans-Ueli Rihs, ganharam 1,25 bilhão de francos com a valorização das ações da fabricante de equipamentos auditivos, depois de perdas de igual valor em 2008.

A mais jovem entre os 300 mais ricos é Athina Onassis, de 24 anos, casada com o cavaleiro brasileiro Álvaro Alfonso de Miranda, o Doda. A única herdeira do armador grego Aristoteles Onassis tem uma fortuna avaliada em 3 a 4 bilhões de francos.

O mais famoso novato no ranking da Bilanz é o nobre alemão Albert von Thurn und Taxis, dono de 300 mil hectares de terra e de uma fortuna de 2 a 3 bilhões de francos. Outro nome novo na lista é o do piloto de Fórmula 1 Kimi Raikkönen (Finlândia).

Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)

Os mais ricos suíços

Posição no ranking, nome, fortuna em bilhão de francos (= US$):


1. Ingvar Kamprad, Ikea, 35 a 36 bilhões de francos

2. Hofmann-Oeri, herdeiros da Roche, 15 a 16

3. Família Bertarelli, 10 a 11

4. Viktor Vekselberg, investidor, 8 a 9

5. Walter Haefner, importador de carros, 6 a 7
Klaus-Michael Kühne, empresário, 6 a 7

7. Thomas Schmidheiny, empresário, 4 a 5

8. Bernie Ecclestone, Fórmula 1, 3 a 4
Nicolas Hayek, empresário, 3 a 4
Athina Onassis, herdeira do armador grego Aristotelis Onassis, 3 a 4

O cantão (estado) de Genebra tem a maior concentração de ricaços (24% dos 300), seguido pelos cantões de Vaud (16%) e de Zurique (13%).

Fonte: Bilan.ch

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(swissinfo.ch)


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