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Cruz Vermelha reforça presença no Iraque

Os atentados são diários como em Ramadi.

(Keystone)

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), sediado em Genebra, aumenta de 50% sua ajuda humanitária à população Iraquiana.

O orçamento da organização no Iraque será de quase 100 milhões de francos este ano. Ela afirma que muitos iraquianos atualmente lutam para sobreviver.

«Esse conflito provoca imensos sofrimentos a todos os iraquianos», explica a chefe de operações da Cruz Vermelha Internacional (CICV) para o Oriente Médio e África do Norte.

"As pessoas diretamente atingidas pela crise têm cada vez mais dificuldade em enfrentá-la", acrescenta Béatrice Mégevand-Roggo.

O CICV pede uma vez mais a todos aqueles que têm uma alguma influência política ou militar para que poupem a vida dos iraquianos civis. "Trata-se de uma exigência do direito internacional humanitário para os autoridades autoridades ou não", sublinha a organização.

O CICV anunciou que precisa de mais 35 milhões de francos para reforçar suas atividades humanitárias no Iraque este ano. Com isso o orçamento total deverá ultrapassar 91 milhões de francos suíços.

Esses recussos suplementares serão aplicados em saúde, abastecimento de água potável e serviços sanitários para um número crescente de iraquianos obrigados a deixar suas casas. A prioridade será o atendimento de idosos, deficientes, órfãos famílias chefiadas por mulheres.

Mais pessoal

Em colaboração com a Cruz Vermelha Iraquiana (1.500 empregados e 9 mil voluntários), o CICV prevê aumentar a distribuição de víveres e artigos de primeira necessidade a cerca de 110 mil famílias desamparadas (aproximadamente 660 mil pessoas), o dobro das que são atendidas atualmente.

Para melhorar o atendimento médico, novos técnicos serão contratados no Iraque, com a abertura de locais no sul e no noroeste do país, zonas mais atingidas pelas violências.

Concretamente, o pessoal internacional baseado no Iraque e na vizinha Jordânia passará de 57 a 69 pessoas. O contratados iraquianos passarão de 415 a 456 pessoas.

O CICV também vai ampliar os serviços médicos de urgência e entrega de material médico aos serviços de urgência de hospitais iraquianos.

Ainda é insufiiente

"Tudo que poderemos fazer ainda não será suficiente para responder às necessidades enormes do Irque", constata Béatrice Mégevand-Roggo.

No total, 850 mil iraquianos já deixaram suas casas. 500 mil o fizeram desde o início deste ano. Esse número só tende a aumentar frente a uma situação que se deteriora.

"Algumas pessoas têm de abandonar suas cas em uma hora, devido ameaças ou mesmo expulsões", precisa a chefe de operações na região.

Ainda no mês passado, a organização sediada em Genebra lançara um apelo por medidas urgentes de proteção da população civil do Iraque contra a violência incessante.

O conflito no Iraque "provoca um sofrimento imenso a toda a população, sublinhava a organização em um relatório. Cada dia, dezenas de pessoas são mortas feridas".

A organização humanitária denuncia os "atos de violência cometidos diariamente como tiroteios, bombardeios, raptos, assassinatos e operações militares".

swissinfo com agências

Fugir do Iraque

Pelo menos 50 mil pessoas por mês saem do Iraque, segundo a agência da ONU para os refugiados.

Até agora, mais de 2 milhões de Iraquianos fugiram do país, a maioria para os países vizinhos.

A Suíça acolhe cerca de 5 mil refugiados iraquianos.

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