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Gesto controverso Campanha de crowdfunding vai pagar multas da FIFA aos jogadores suíços

Uma campanha de financiamento participativo conseguiu juntar o suficiente para pagar as multas que a FIFA deu a três jogadores suíços por terem feito uma "águia bicéfala" durante a vitória por 2 a 1 sobre a Sérvia na primeira fase da Copa.

Xherdan Shaqiri scores Switzerland's last-gasp winner against Serbia

Xherdan Shaqiri marca o último gol da Suíça na vitória por 2 a 1 sobre a Sérvia, na partida da primeira fase da Copa do Mundo de 2018, em Kaliningrado, na Rússia, dia 22 de junho de 2018

(Keystone)

Já quando foi lançada por Rilind Reka, um albanês residente em Nova York, em 25 de junho, a campanha gofundmeLink externo arrecadou 26.981 dólares em 24 horas, superando sua meta de 25 mil.

Reka lançou a iniciativa para angariar fundos para os jogadores suíços Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri e Stephan Lichtsteiner. A Fifa multou Xhaka e Shaqiri em CHF10.000 (US$ 10.130) cada um - e o suíço Lichtsteiner em CHF5.000 - por "comportamento antiesportivo contrário aos princípios do fair-play", referindo-se aos pássaros feitos com as mãos na última sexta-feira.

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Os sérvios não gostaram nada do gesto, que aparece na bandeira nacional da Albânia. Xhaka e Shaqiri - mas não Lichtsteiner - têm herança étnica albanesa ligada ao Kosovo, uma antiga província sérvia que declarou independência em 2008. A Sérvia não reconhece essa independência.

Não tenha medo da águia

Na página gofundme, Reka diz que os jogadores suíços "trouxeram alegria e felicidade a todos os suíços e albaneses de todo o mundo".

Ele acrescentou: "Se a Federação Suíça de Futebol não aceitar os fundos arrecadados, teremos todo o prazer em doar todo o dinheiro para uma instituição de caridade de sua escolha".

A ajuda para pagar as multas também veio de outras fontes. Em um post no Facebook na terça-feira, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, disse que abriu uma conta bancária para pagar as multas, intitulada "Não tenha medo da águia". Vários albaneses do Kosovo, incluindo funcionários, também se ofereceram para contribuir com dinheiro.

Na terça-feira, o meia suíço Valon Behrami, que cresceu no norte do Kosovo, garantiu aos repórteres na Rússia que os gestos da águia não voltariam a acontecer, acrescentando que “para nós, isso agora é um caso encerrado”.

A atenção agora retorna ao campo. Hoje, a Suíça espera conseguir um lugar na fase eliminatória da Copa do Mundo, na última partida do grupo contra a Costa Rica. No Grupo E, Brasil e Suíça têm quatro pontos cada, a Sérvia tem três, e qualquer um deles pode pegar uma das duas vagas do grupo para a fase eliminatória.

A Suíça só precisa de um empate para garantir a passagem para as oitavas-de-final.


Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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