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Janela n°16: cantão do Valais

Arbel.ch

Não fale com ela sobre rap feminino. KT Gorique, a rapper mais famosa do Valais, diz em alto e bom som: "A arte não tem gênero".

Este conteúdo foi publicado em 16. dezembro 2020 - 09:00

Ela é um pouco feminista, um pouco valaisanne e um pouco marfinense também. Navega pelo reggae e pelo rap, com um toque de música africana. Ela é uma mistura de gêneros, influências, origens, e as reivindica todas.

KT GoriqueLink externo nasceu na Costa do Marfim em 1991 e mudou-se aos 11 anos com sua família para a Suíça, mais precisamente para Martigny, no Valais. Foi lá que ela começou a dançar hip-hop e se interessou cada vez mais pela música. Sua expressão corporal aos poucos foi dando mais lugar à escrita, e acabou coroada campeã mundial de freestyle (improvisação) em Nova York em 2012, tornando-se a primeira mulher, a primeira suíça e a mais jovem a ganhar o título.

KT Gorique está envolvida em seus projetos em todos os níveis. Ela é a autora de todas as suas letras, compõe os arranjos e pensa na atmosfera sonora e visual de cada álbum.

Em maio de 2020, ela lançou uma nova obra chamada Akwaba, que significa "bem-vinda" em baoulé, o dialeto marfinense falado por sua família. Em uma entrevista à emissora pública RTS, ela confidenciou: "Eu tendia a fazer faixas de reggae, faixas inspiradas na música africana, faixas de rap... mas ainda não havia encontrado a maneira certa de juntar tudo isso para fazer um som que me agradasse. Voltei à Costa do Marfim em junho de 2018 e essa viagem me ajudou a descobrir onde eu queria ir com este álbum".

Assista ao vídeo de Çi Ça e se deixe levar pelo vudu melódico de KT Gorique:


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A arte em todos os seus estados

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