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Janela n°3: cantão de Lucerna

Dragan Tasic

Fredy Studer, ou como um autodidata se tornou um dos maiores bateristas de sua geração.

Este conteúdo foi publicado em 03. dezembro 2020 - 09:00

"O suíço Fredy Studer é sem dúvida um dos bateristas mais inovadores da Europa", escreve a revista especializada alemã "Drums & Percussion". Nascido em 1948 em Lucerna, onde ainda vive, Fredy Studer começou a tocar bateria sozinho aos 16 anos de idade, depois de dominar o folclórico tambor da Basileia.

Seu espectro musical varia de marchas a 'dance music', rock, blues, free jazz e improvisação. É impossível classificar Fredy StuderLink externo em uma caixinha, e embora seja reconhecido por seus pares como uma estrela internacional, ele não pertence ao mainstream. Esta é, sem dúvida, a razão pela qual ele é desconhecido do público em geral.

Em uma carreira de 45 anos, o percussionista já tocou nas mais diversas bandas e participou de um número infinito de projetos. É claro que ele gravou discos, notadamente com seu grupo OMLink externo, e deu uma infinidade de concertos, mas ele também compôs música para shows de dança e filmes na Europa, África, Japão, América do Sul, Caribe, Taiwan, Índia, Rússia, Canadá e EUA.

Em 2018, por ocasião do lançamento da caixa "Now's the time" em homenagem a sua carreira, o jornal alemão Die Zeit descreveu seu trabalho como "uma percussão solo de refinamento e equilíbrio melódico inigualável".

Agora em seus setenta anos, Fredy Studer admite prontamente que se em sua juventude suas fontes de inspiração foram Mitch Mitchell (bateristaLink externo de Jimi Hendrix), Tony Williams (bateristaLink externo de jazz) e Paul Lovens (percussionistaLink externo de jazz alemão), hoje elas são a "vida, o vento, o sol, pessoas inspiradoras e bom vinho". 

Veja aqui uma de suas apresentações ao vivo:

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