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Deficientes visuais têm acesso à Internet

Com o fone e o teclado em braile, Arnold Schneider, do "Acesso para todos", surfa sem problema. pgm medien

A Internet deve dar aos portadores de deficiências a possibilidade de se comunicar e se tornar mais independente.

Este conteúdo foi publicado em 27. novembro 2003 - 16:54

O município de Biberist, no cantão de Solothurn, levou esta necessidade a sério e adaptou a sua « homepage » às possibilidades dos deficientes visuais totais ou parciais.

Um jovem, em frente a uma tela de computador sem imagem, desliza os dedos sobre o teclado e digita www.biberist.ch. A página solicitada é aberta - a tela, porém, permanece escura. O jovem surfa pela página do município de Biberist sem que a tela mostre qualquer imagem.

Este jovem é cego. Seu acesso ao conteúdo da página se dá através de descrições faladas - emitidas pelos alto-falantes do computador - ou de um aparelho que reproduz o conteúdo em Braille.

Navegador Especial

"Uma vez que os deficientes visuais totais não podem ler o conteúdo da tela, utiliza-se um programa que transforma o conteúdo do site em linguagem artificial ou um programa que traduz o conteúdo para o sistema de escrita em relevo (Braille)", explica Arnold Schneider, cego, diretor da "Zugang für alle" (Acesso para Todos), uma instituição que incentiva o uso de tecnologia específica para portadores de deficiência.

Os deficientes visuais totais navegam pela página através do teclado, utilzando principalmente as setas de direção e algumas combinações de teclas, as chamadas "chaves de acesso".

Eles não conseguem, porém, obter um panorama sobre todo o conteúdo da página. As funções de navegação do programa especial que lê a tela auxiliam na busca das informações desejadas.

Solução única para necessidades variadas

Beat Pfarrer, secretário de Finanças do município de Biberist, no cantão de Solothurn e responsável pela homepage do município, queria que o novo site fosse acessível a pessoas portadoras de deficiências.

Especialmente as administrações municipais e estaduais devem começar a pôr em prática a nova lei que vigora a partir de 2004, segundo a qual as administrações públicas suíças devem facilitar ao máximo o acesso de pessoas portadores de deficiência aos seus serviços.

"Era importante fazer com que todos os nosso serviços online pudessem também ser acessados por portadores de deficiência visual total ou parcial", esclarece Pfarrer. "Queríamos oferecer as informações e serviços disponíveis no site para todos."

"Sem frescuras"

Visitando o site http://www.biberist.ch, chama a atenção o fato de que nada lá é supérfluo. A página é simples, quase demais, bem-estruturada, de fácil leitura, sem efeitos especiais. Estas são as impressões de um visitante "normal", sem deficiência visual. Mas por que esta página seria mais acessível a deficientes visuais do que outra qualquer?

"Exatamente aí está a questão!", defende Beat Pfarrer. "Uma página acessível a deficientes visuais não pode ter frescuras." Os textos do site aparecem sem qualquer tipo de imagem, fotografias, animações, Java Script, etc.

A página contém apenas textos programados de forma simples em ‘html’, a linguagem normal de programação de sites na internet.

Uma página bem programada, sem efeitos extras, possibilita que os programas especiais de leitura e reprodução de textos para deficientes visuais funcionem sem complicações.

Diretivas do W3C

Desenvolver um site que atenda as necessidades dos portadores de deficiência visual não é tão fácil quanto parece. Leena Majaranta, da Tankred Informatik AG, acompanhou o desenvolvimento da nova homepage de Biberist.

"Tomamos por base as diretivas do W3C (um software de gerenciamento de websites e portais), que determinam como devem ser estruturadas as páginas apropriadas para deficientes visuais".

Também o site suíço Guichet virtuel apresenta uma lista de itens que devem ser levados em consideração na programação de homepages oficiais.

Sistema simples, passível de ser ampliado

O município de Biberist, porém, seguiu as suas próprias diretivas. O software utilizado, o Content Management System (CMS), é o mesmo tanto na versão com gráficos quanto na versão só de textos. O município não se preocupou em fazer dois sistemas.

"A maioria das administrações municipais está muito longe de ter uma presença na internet que satisfaça as variadas necessidades dos usuários", observa Beat Pfarrer.

swissinfo, Etienne Strebel

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