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Dia das mães com tradição

Como em vários países do mundo, os suíços homenageam suas mães no segundo domingo de maio. Keystone

Suíços festejaram pela 75a vez o "Dia das Mães". Tradição vem dos Estados Unidos, onde a festa passou a ser oficial em 1914.

Este conteúdo foi publicado em 09. maio 2004 - 09:44

"Dia das Mães" também inspira artistas e escritores em vários países do mundo. Romanos já festejavam mães há mais de dois mil anos.

Pela 75a vez, os suíços festejam o Dia das Mães no domingo. Essa gratidão autêntica ou obrigada suscita uma febre comercial e despesas avaliadas em dezenas de milhares de francos suíços.

A compra de presentes beneficia vários setores da economia do país como floristas, joalherias, confeitarias, perfumarias, vendedores de eletrodomésticos, assim como gastrônomos e empresas de transporte. Calcula-se que mais de 50 milhões de francos suíços sejam gastos somente com arranjos florais e buquês de flores.

O Dia das Mães foi instituído na Suíça em 1919, por pressão das confeitarias e floristas. Os opositores criticaram essa festividade lembrando da humildade marcante das mulheres suíças. Para eles, era necessário homenagear as mães durante todo o ano e não apenas num dia oficial “importado”.

Hoje em dia essa festa suscita, por vezes, também reações de rejeição. Entre as razões citadas estão o aspecto comercial da data e também seu caráter “obrigatório”. Outro motivo é mais político: na Suíça não existe seguro-maternidade. A lei prevê apenas que a mulher tem garantia de emprego por alguns meses, quando engravida, mas não obriga as empresas ao pagamento de salário-maternidade.

Costume primaveril

Costume primaveril, o costume de festejar o Dia das Mães vem dos Estados Unidos. No fim do século XIX, Ann Jarvis imaginou um dia de lembrança dedicado às mamães. Com o passar do tempo, essa festa foi seduzindo cada vez mais americanos. Em 1914 ela se tornou oficial em todo o território dos EUA.

A idéia contaminou também a Europa, logo após a Primeira Guerra Mundial. A partir de então, os governos nacionais aderiram a uma política de incentivo à família e ao crescimento populacional. No continente europeu não existe, porém, nenhuma uniformização. Na Espanha comemora-se o Dia das Mães no primeiro domingo de maio. Na França a homenagem é feita no início de junho. Na Grã-Bretanha, as mães tem o seu dia na metade de maio.

O Dia das Mães lembra episódios longínquos da história. Na Antiguidade, o mundo grego-romano venerava Cibele (ou Rhéa), denominada “Grande Mãe” ou “Mão dos Deuses”. Seu culto, introduzido há mais de 2.200 anos, era acompanhado de ritos orgíacos.

O cristianismo acaba com esses costumes, os transformando em celebração da “Igreja Mãe”. A idéia de uma festa para as mães ressurgiu na Inglaterra no fim da Idade Média, por volta do século XVII.

Um “Mothering Sunday” (domingo maternal) permitia às mães empregadas como domésticas de passar um domingo de primavera em suas famílias. Um bolo especial era confeccionado para a ocasião.

Na boca do povo

O amor maternal inspira muitos provérbios e citações. A bíblia começa ordenando o respeito do pai e da mãe para “ter uma vida longa e sorte na terra que Deus lhe dá”. Com os séculos, pontos de vista mais insolentes aparecem.

Um provérbio judeu lembra que “como Deus não podia estar em todos os lugares, ele criou a mãe”. Para o escritor francês Honoré de Balzac, “o coração da mãe é um abismo, onde no fundo encontra-se sempre o perdão”. No seu diário, o ator Jules Renard escreve que “o pai e a mãe devem tudo à criança. Ela não os deve nada”.

O cineasta sueco Ingmar Bergman considera que “cada mulher vive com um sabotador dentro dela, que é a voz da própria mãe”. E no seu livro “O príncipe das marés” (1988), Pat Conroy acena: “O que o mundo pode provocar de pior é fazer da própria mãe uma inimiga”.

swissinfo com agências

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