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Distensão nas relações entre a Alemanha e a Suíça

Hans-Rudolf Merz (esq.) e Peer Steinbrück conversaram sobre as relações entre os dois países.

(Keystone)

Vinte países da União Européia e da OCDE decidiram ontem (23/06) em Berlim reforçar o combate contra a evasão fiscal. A Suíça será integrada nessa luta.

Presente em Berlim, o ministro suíço das Finanças, Hans-Rudolf Merz, aproveitou a ocasião para melhorar as relações com seu homólogo alemão Peer Steinbrück.

Jamais será possível saber em que local eles fumaram o cachimbo da paz nem se o gelo foi rompido antes ou depois da sobremesa. Mas o fato é que Hans-Rudolf Merz e Peer Steinbrück encontraram-se para uma refeição conjunta.

O "tête-à-tête" ocorreu na segunda-feira de manhã, por mais de duas horas e meia, às vésperas da segunda conferência sobre a luta contra a fraude e evasão fiscal internacionais de Berlim, onde Peer Steinbrück e o ministro francês do Orçamento, Eric Woerth, haviam convidado 18 ministros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da União Européia (UE).

O objetivo do encontro entre os dois políticos era claro: terminar a disputa fiscal que envenena há vários meses as relações entre Berna e Berlim. "Era o momento de se olhar nos olhos e amenizar as relações tensas", comentou Hans-Rudolf Merz. Os dois vizinhos devem retornar às suas relações amigáveis e construtivas, ressaltou ainda o ministro suíço das Finanças e presidente em exercídio da Suíça.

Visita bem sucedida

A melhora das relações parece ter se consumado. Durante a coletiva de imprensa que encerrou a conferência, tanto Hans-Rudolf Merz assim como Peer Steinbrück pareciam estar descontraídos e satisfeitos.

Por sua parte, Hans-Rudolf Merz falou de uma visita bem sucedida a Berlim. "Volto para Berna com a certeza de que a Suíça está doravante ligada ao conjunto do processo no que diz respeito à luta contra a evasão fiscal."

Peer Steinbrück também fez um balanço positivo do encontro. Ele enviou seus cumprimentos à Suíça, Luxemburgo e Áustria, três países que aceitaram flexibilizar seu sigilo bancário e se prontificaram a adotar as nomras da OCDE para a troca de informações.

Sanções previstas

"O número de Estados tendo adotado as normas da OCDE mais que dobrou, para chegar a 84", se felicitou Eric Woerth, valorizando os esforços feitos por países como a Suíça. Sanções são previstas contra os maus alunos "que não terão assinado ou respeitado seus acordos", acrescentou.

Essas medidas de retaliação não se limitam aos Estados, mas atingem igualmente as "construções financeiras tais como os 'trusts', as fundações ou as holdings de todos os tipos", detalhou Peer Steinbrück.

A Suíça apóia o principio de tais sanções, explicou Hans-Rudolf Merz. Porém o ministro suíço das Finanças se apressou a ressaltar os riscos: "Existe o perigo de estarmos ameaçando muito cedo de aplicar sanções."

Sigilo bancário será mantido

Peer Steinbrück reafirmou sua exigência de obter pedidos administrativos facilitados e eficazes no caso de suspeita de subtração fiscal.

"A Suíça cumprirá suas obrigações, respondeu", Hans-Rudolf Merz, que destacou, porém, que os critérios para obter um pedido administrativo continuam os mesmos e que o sigilo bancário subsiste. No futuro, Berna continuará negando resposta aos pedidos não acompanhados de provas (fishing expeditions).

Paola Carega, Berlin, swisinfo.ch e agencias


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