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E agora?

Acordos sim, adesão só mais tarde.

(Keystone)

O SIM do povo suíço a 7 acordos bilaterais com a UE satisfaz de modo geral aos meios econômicos e políticos. Eles estão convencidos de que a Suíça não pode ficar isolada na Europa. Mas quando se fala em adesão, o governo reage como se pisasse em ovos.

O governo suíço, os meios econômicos, apoiados pelos 4 partidos políticos governamentais que representam 80 por cento do eleitorado e pela imprensa em geral fizeram forte campanha pelo SIM. Agora colheram os frutos desse empenho. A aprovação dos 7 acordos que aproximam mais a Suíça da Europa foi clara.

A convicção desses diferentes meios é de que a Suíça não podia ficar isolada numa União Européia que a cerca de todos os lados. Nos últimos 7 anos convenceram-se das conseqüências econômicas nefastas resultantes da rejeição do Espaço Econômico Europeu, em 1992, que abria à Suíça a economia da então chamada Comunidade Econômica Européia.

Mas do ponto de vista da política exterior, um SIM é intepretado de duas maneiras.

Há os que estimam tratar-se de uma manifestação do desejo de adesão à União Européia. Mas na opinião de certos observadores essa tendência representaria uma minoria. Alguns políticos socialistas e democrata-cristãos influentes já estão em campanha pela adesão.

Outro exemplo: o comitê "Jovens pelos acordos bilaterais" estima que o resultado é razão suficiente para início imediato de negociações sobre entrada da Suíça na UE.

Mas parece prevalecer a opinião de que essa aceitação clara deva ser interpretada como uma recusa da adesão. Os eleitores teriam confiado na promessa do Governo de que os acordos não eram primeiro passo para a entrada na União Européia.

O Democratas Suíços, pequena agreamiação de direita, que participou do lançamento do referendo acha que o número de votos negativos é razão para o governo retirar de imediato o pedido (congelado) de adesão.

Numero elevado de suíços receia baixa dos salários com afluxo de trabalhadores estrangeiros, aumento das taxas fiscais sobre consumo (o imposto sobre valor agregado na União Européia é de 15 por cento, o dobro da Suíça), menor independência política da neutra Suíça.

Ninguém se arriscaria a prognosticar resultado de votação sobre adesão a curto ou médio prazo. Resta que analistas políticos geralmente não acreditam que a Suíça entre na União antes de 2010. Acontece que nova indecisão faria a Suíça perder novamente o trem. Vários países europeus já estão na fila...

Os partidários de uma adesão "esperam também para ver" as conseqüências práticas da aprovação dos acordos que precisam ainda ser ratificados pelos parlamentos dos 15 países da União, o que parece simples formalidade.

Note-se ainda que em 2007 o povo suíço vai novamente às urnas para decidir se o país mantém ou rescinde os 7 acordos concluídos com a União Européia.

J.Gabriel Barbosa

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