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"A morte do homem de Davos"

Nussbaum: "O homem de Davos não tem mais nada a dizer". Keystone

Bruce Nussbaum, um dos principais autores da revista norte-americana "Business Week", critica a globalização e anuncia “a morte do homem de Davos”.

Este conteúdo foi publicado em 27. janeiro 2010 - 15:46

O fundador do Fórum Econômico Mundial (WEF), Klaus Schwab, no entanto, vê futuro para o evento e quer transformá-lo em plataforma de cooperação entre diferentes atores.

A 40ª edição do WEF começa nesta quarta-feira com debates sobre as lições a serem tiradas da crise, a reforma do setor financeiro e o controle do setor bancário.

O slogan do evento é “Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir”. Lemas como estes Bruce Nussbaum não quer mais ouvir.

Nos últimos 12 anos, o membro da chefia de redação da Business Week participou do encontro com líderes internacionais nos Alpes suíços. Desta vez, ele ficou em casa.

Sua justificativa: "O 'homem de Davos' não tem mais nada a dizer", escreve Nussbaum num editorial da revista, sob o título The Death of Davos Man - The Death of Davos (A morte do homem de Davos – A morte de Davos) – veja link na coluna à direita.

Segundo ele, a expressão "homem de Davos", inventada pelo cientista político estadunidense Samuel Huntington, significa um líder financeiro e econômico transnacional e liberal em relação ao mercado.

O 'homem de Davos' novamente terá um grande palco esta semana. Segundo Nussbaum, isso, porém, não escamoteia o fato de que ele se encontra no "estágio final de sua irrelevância".

Ele argumenta que três grandes recessões dos últimos dois anos mostraram que a globalização, a ideologia econômica do 'homem de Davos', nunca foi mais do que uma brilhante fachada do renascente nacionalismo.

"Afinal foram os Estados nacionais e os contribuintes nos respectivos países que salvaram os bancos da destruição total pelo homem de Davos", escreve.

A globalização, continua Nussmann, melhorou a vida de muitos milhões de chineses, mas levou ao empobrecimento da classe média nos EUA e piorou a situação dos pobres.

Segundo ele, a teoria da eficiência do mercado num sistema de comércio mundial livre de barreiras foi refutada. Não é verdade que todas as pessoas ganham com a globalização, afirma.

A opinião de Nussbaum pode até encontrar ouvidos entre os participantes do Fórum Social Mundial em Porto Alegre (evento que surgiu e acontece em contraposição ao WEF), mas não preocupa os organizadores do Fórum Econômico Mundial na Suíça.

O WEF não dá sinais de entregar os pontos ao completar os 40 anos de existência. Pelo contrário: a intenção dos organizadores é dar um novo rosto ao 'homem de Davos'. O número de participantes dos países emergentes e de mulheres (atualmente 15%) deve aumentar.

Os 1400 líderes empresariais neste ano representam "apenas" pouco mais da metade do total de 2500 participantes.

O WEF vai se transformar em plataforma global para cooperações "multistakeholder" (entre diferentes atores), descreve Klaus Schwab seu projeto para o futuro do Fórum de Davos.

Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (com agências)

Tragédia

O chefe da polícia do cantão dos Grisões, Markus Reinhardt, responsável pela segurança do Fórum Econômico Mundial em Davos, foi encontrado morto nesta terça-feira, informaou a polícia em comunicado em seu site na internet.

"Todas as indicações apontam para suicídio", declarou. Reinhardt era o chefe da polícia dos Grisões desde 1984.

O capitão Marcus Suter irá substituí-lo no comando da segurança em Davos, disse a polícia.

Fonte: Reuters

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