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Brasil tenta vender otimismo em Davos

Desde segunda-feira o vilarejo de Davos é palco para delegações de peso de diversos países. Na 48a. edição do Fórum Econômico Mundial (WEF) o Brasil é representado pelo presidente Michel Temer, vários ministros e políticos, além de empresários. Um momento para passar uma mensagem de otimismo e de perspectiva de crescimento, apesar das turbulências políticas por quais o país atravessa.

Este conteúdo foi publicado em 24. janeiro 2018 - 15:23
com agência EBC
O presidente brasileiro Michael Temer participou pela primeira vez do Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos. Keystone

Hoje às dez horas no horário local o presidente do Brasil, Michael Temer, discursou em uma das sessões plenáriasLink externo do WEF após ter sido apresentado pelo fundador do evento, o alemão Klaus Schwab.

O presidente discursou em sessão plenária e respondeu a perguntas feitas por Schwab. Na fala de abertura, um dos temas abordados foi a reforma da Previdência. Segundo Temer, o "povo brasileiro" percebe que o atual sistema é "insustentável. Ele também defendeu a agenda de reformas que está em andamento no país e destacou as principais ações de seu governo. O presidente ressaltou que sua gestão está centrada em cinco palavras-chaves: responsabilidade, diálogo, eficiência, racionalidade e abertura.

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Ao se referir ao processo eleitoral de 2018, Temer afirmou que "não há alternativa à agenda de reformas". Para o presidente, os atores políticos e econômicos concordam com a sua opinião. "O Brasil que vai às urnas em outubro sabe que a responsabilidade dá resultados, traz equilíbrio nas contas, crescimento e empregos. Viabiliza políticas sociais. Aliás, hoje, os principais atores políticos e econômicos convergem em que não há alternativa à agenda de reformas que estamos promovendo. O espaço para uma volta atrás é virtualmente inexistente", declarou.

É primeira vez que o presidente Michael Temer participa do WEF. A expectativa do governo brasileiro é atrair mais investimentos para o país.

Perspectivas para a economia brasileira

Em um estudo publicado em 11 de janeiroLink externo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a estimativa de crescimento do Brasil em 2018. A previsão é que a economia cresça 1,9%, representando um aumento de 0,4 ponto percentual em relação à última estimativa do órgão, publicada em outubro. Para 2019, o FMI também calcula uma projeção mais otimista: uma expansão de 2,1% das atividades econômicas, numa melhora de 0,1 ponto percentual em comparação ao relatório de outubro.

Ontem (23.01), o ministro brasileiro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em um evento organizado por um banco que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderá superar os 3% previstos pelo governo para 2018. "Estamos em uma situação em que se consolidou a trajetória de recuperação, de crescimento do Brasil", afirmou.

Importante presença brasileira

Outras autoridades estão acompanhando Temer no vilarejo nas montanhas suíças, dentre eles os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Blairo Magi (Agricultura) e Moreira Franco (Secretaria da Presidência), além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; o prefeito de São Paulo, João Doria. No grupo de empresários brasileiros: Renato Ejnisman (Bradesco), André Esteves (BTG Pactual), Eduardo Mazzilli (Itaú) e Paulo Cesar de Souza e Silva (Embraer).

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