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Chocolate Gigante suíça reforça produção no Brasil

Numa estratégia de longo prazo para o Brasil e América Latina, a empresa Barry Callebaut amplia sua fábrica em Minas Gerais. E confirma a expectativa de crescimento da demanda com aumento de 18,8% no valor das vendas (em francos suíços) na América no Sul entre setembro de 2014 e maio de 2015.



Fábrica da Barry Callebaut em Extrema, Minas Gerais.

Fábrica da Barry Callebaut em Extrema, Minas Gerais.

(Barry Callebaut)

Mesmo com os fortes sinais de recessão econômica no país, o mercado brasileiro de chocolate não deve derreter tão facilmente. O consumo do quarto maior produtor de chocolate do mundo deve crescer nos próximos meses, ainda que num ritmo mais lento, segundo especialistas da Mintel, agência de inteligência de mercado. A suíça Barry CallebautLink externo, líder mundial no fornecimento de chocolate e cacau de alta qualidade, vem apostando no país e investiu 11,5 milhões de dólares da expansão da fábrica de Extrema, em Minas Gerais, que ganhou novos equipamentos e uma nova área de armazenagem.

Desde 2010, com a inauguração desta fábrica no Brasil, a empresa, uma das maiores fornecedoras de chocolate aos fabricantes finais do produto, vem traçando uma estratégia para atender a crescente demanda no país e na América Latina. “Como resultado do crescimento forte e contínuo, decidimos aumentar a produção de chocolate líquido e moldado, assim como a capacidade de armazenamento em nossa fábrica de chocolate em Extrema”, afirma Paul Halliwell, gerente geral da divisão de chocolates da Barry Callebaut Brasil.

Atualmente, a empresa conta com sete fábricas na América Latina, que estão localizadas no Brasil, Chile e México. As vendas (em francos suíços) da Barry Callebaut na América do Sul registraram aumento de 18,8% nos primeiros 9 meses do calendário fiscal (setembro de 2014 a 31 de maio de 2015) confirmando a previsão do crescimento no volume da demanda e os efeitos favoráveis do câmbio. “Nosso negócio de chocolate no Brasil, assim como em qualquer outro lugar, se divide em Gourmet e Food Manufacturers (Mercado Industrial). Ambos tem apresentado bom crescimento”, afirma Halliwell. 

Paul Halliwell, gerente geral da divisão de chocolates da Barry Callebaut Brasil.

(Barry Callebaut)

O executivo explica que a expansão do grupo é impulsionada por três fatores principais e todos eles são relevantes para a empresa no Brasil. “Primeiro, os mercados emergentes são catalisadores do desempenho do negócio porque é ali que se dará o crescimento no futuro”, afirma Halliwell. “Segundo, a terceirização (nós fornecemos chocolate e produtos à base de cacau para fabricantes de alimentos) é outro fator, que também faz parte da operação no Brasil.” O segmento gourmet é o terceiro impulsor. “Nosso negócio gourmet no Brasil está ganhando considerável terreno tanto com produtos feitos em Extrema sob a marca Sicao assim como com os produtos mais premium que oferecemos através das marcas internacionais Callebaut® (chocolate belga) e Cacao Barry® (chocolate francês), que são importados pelo Brasil da Europa.”

Chocolate com gosto de Brasil

O objetivo da companhia, que tem sede em Zurique, tem sido investir no Brasil para se beneficiar das oportunidades de crescimento no longo prazo. No segmento Gourmet, que atende chocolateiros, chefes de cozinha e padeiros, a empresa lançou recentemente um chocolate exclusivamente brasileiro. O produto faz parte da linha Single Origin da marca Callebaut®, uma empresa da Barry Callebaut. O Single Origin Brazil conta com grãos selecionados do Pará e da Bahia. Os chocolates da Callebaut® são produzidos na Bélgica.

Em São Paulo, a empresa também administra um centro de treinamento equipado com cozinha professional de ponta, a Chocolate Academy.  O objetivo é ensinar novas técnicas, tendências e receitas a profissionais de diferentes níveis interessados em melhorar suas habilidades em trabalhar com o chocolate. As aulas práticas contam com, no máximo, 12 alunos e as teóricas podem ter até 32 participantes.  Pelo mundo, a Barry Callebaut tem 19 unidades da Chocolate Academy. E treina cerca de 38.000 artesãos e profissionais por ano.

Consumidor sob pressão da inflação

Do outro lado do balcão, mesmo com a renda sendo pressionada pela inflação,  o consumidor brasileiro tem mantido o volume de compras em alguns setores essenciais, como alimentos. A informação é da analista sênior de mercado da MintelLink externo, Renata Moura.  Ela explica que “47% dos Brasileiros mantiveram seu volume de compras em alimentação dentro de casa nos doze meses anteriores a abril de 2015”.

Especificamente nas compras de chocolate o que Moura prevê é que o consumidor comece a optar por marcas de chocolate mais acessíveis. Em 2014, o faturamento do mercado cresceu 6%, uma taxa inferior aos 11% de crescimento em 2013. “Em 2015 e 2016 o faturamento do setor deve apresentar um crescimento similar ao visto em 2014”, diz a analista.

“O mercado deve continuar crescendo tanto em valor como em volume, porém em um ritmo muito mais lento”. Ou seja, adoçar a vida de 200 milhões de consumidores deve continuar a ser um bom negócio.  

Barry Callebaut em números

- Sede em Zürich, Suíça

- 54 fábricas em mais de 30 países

- Mais de 9.300 funcionários no mundo

- CHF 5,8 bilhões em vendas (ano fiscal 2013/14)

- 7 fábricas na América Latina (México, Brasil e Chile)

-  Mais de 750 funcionários no Brasil

- 19 Academias de Chocolate em todo o mundo

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