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Suíça continua como maior centro de riqueza offshore

O boom do mercado de ações impulsionou a riqueza financeira pessoal em todo o mundo em 12% no ano passado - para o benefício da Suíça. O país ainda é o maior centro mundial para administrar fortunas internacionais, com 2,3 trilhões de dólares em ativos.

Este conteúdo foi publicado em 16. junho 2018 - 09:52
A Suíça ainda atrai muita riqueza Keystone

Os números revelados em um relatório do Boston Consulting Group colocam o país à frente de Hong Kong (US$ 1,1 trilhão) e Singapura (US$ 900 bilhões). A soma suíça equivale a quase um terço de toda a riqueza mundial no exterior.

Os dois centros asiáticos cresceram a taxas anuais de 11% e 10%, respectivamente, nos últimos cinco anos, em comparação com a taxa de 3% da Suíça.

"Nos próximos cinco anos, a riqueza no exterior provavelmente continuará crescendo (taxa de crescimento anual composta) em cerca de 5% ao ano", afirmou o relatório.

Os grandes gestores de patrimônio, incluindo os bancos suíços UBS e Credit Suisse, estão buscando cada vez mais o mercado asiático, já que o sigilo bancário suíço foi enfraquecido.

Paraíso de estabilidade

Especialistas esperavam que regras mais fortes de transparência e a troca automática de informações prejudicassem mais a riqueza offshore na Suíça, segundo o canal suíço SRF.

Mas o país parece ter lucrado com a atual incerteza geopolítica, disse Matthias Naumann, da Boston Consulting, à SRF.

"Atualmente, os clientes ricos estão à procura de paraísos de estabilidade para deixar suas fortunas", explicou. A Suíça oferece estabilidade financeira e política, bem como segurança jurídica, proteção da privacidade e acesso aos mercados financeiros. "A Suíça se sai bem em todos esses critérios", disse Naumann.

A maioria das fortunas estrangeiras na Suíça vem de alemães, franceses e sauditas.

Reação

O fluxo de fortunas do exterior para a Suíça foi alvo de muitas críticas nos últimos anos, devido a preocupações com a evasão fiscal. Andreas Missbach, da ONG Public EyeLink externo, se mostra agora menos crítico.

"Comparado com os velhos tempos, agora há muito dinheiro na Suíça que não está relacionado à evasão fiscal", disse para a SRF.

Isso ocorre porque a Suíça assinou acordos para a troca automática de informações com cerca de 40 países. Isso deve ser estendido para outros países, especialmente os países em desenvolvimento, disse Missbach.

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