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Uber terá que pagar encargos sociais em Genebra

O cantão de Genebra decidiu classificar a Uber como empregador, obrigando assim a empresa a pagar os encargos sociais de seus motoristas para continuar operando.

Este conteúdo foi publicado em 01. novembro 2019 - 11:04
Os motoristas de táxi em Genebra protestaram várias vezes contra o que consideram ser uma prática de dumping salarial Keystone / Salvatore Di Nolfi

Em declarações à televisão pública suíça SRF, o secretário estadual do Trabalho, Mauro Poggia, afirmou que o serviço de transporte está sujeito à legislação aplicável em matéria de táxis e transportes. Isso significa que a Uber atualmente não está cumprindo suas obrigações legais e terá que contratar seus motoristas e pagar seus encargos sociais, tais como a previdência, como outras empresas de táxi.  

De acordo com as inspeções realizadas pelo cantão de Genebra, critérios como tarifas, faturas e até mesmo um sistema de avaliação para motoristas são usados na Uber. Por esta razão, as autoridades rejeitaram os argumentos dos advogados da Uber de que os seus motoristas eram autônomos. 

"O cantão de Genebra proíbe a Uber até que a empresa corrija as violações e cumpra a lei", disse Poggia. 

As autoridades temem que o estado acabe tendo que pagar a conta dos motoristas da Uber que se aposentam sem contribuir para a previdência. A Uber tem agora 30 dias para recorrer. Até lá, a empresa pode continuar operando, mas até o final de novembro, a Uber deve contratar seus motoristas e pagar os encargos sociais ou recorrer da decisão. 

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