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Moeda em circulação Como os suíços utilizam a nova nota de 200 francos?

O Banco Nacional Suíço lança a nova cédula de 200 francos, um valor que, apesar de elevado, encontra-se comumente nas carteiras dos suíços. O uso crescente de cartões de crédito não tira as moedas em espécie de circulação.

Nota de 200 francos

A nova nota de 200 francos homenageia a pesquisa científica na Suíça.

(Swiss National Bank)

Oficialmente a nota entra em circulação a partir da semana que vem. Correspondendo a aproximadamente 202 dólares, ela poderá ser retirada dos caixas automáticos e já é aceita no comércio

"A nota de duzentos francos faz parte da história do país. Estamos acostumados a pagar com uma nota de 200 e até mesmo de 1000 francos. Para os comerciantes, dinheiro é dinheiro", ressalta Rafael DomeisenLink externo.

O professor na escola de administração de empresas e direito ZWAH considera que a nova cédula é mais difícil de falsificar do que a de 200 euros, especialmente graças às mais recentes medidas de segurança. 

+ Por que os suíços não abrem mão da nota de 1000 francos

A nova nota de 200 francos contém imagens que recordam a exploração científica do país. Para o psicólogo Christian FichterLink externo, os suíços não se preocupam com a falsificação de cédula. Porém ele considera a utilização de dinheiro em espécie como um anacronismo.

"A única razão para termos ainda uma nota de 200 francos é a tradição. Ela existe há muito tempo e não queremos abandoná-la", declara. No entanto, "tente pagar por um café ou qualquer outro produto barato - e você será saudado com uma ligeira expressão de desagrado", diz Fichter. Isso porque o troco é, obviamente, muito mais complicado com uma nota de alto valor.

Por isso, explica, a "maioria das pessoas não gostam quando retiram 300 francos dos caixas automáticos e estes entregam uma nota de 200 e uma de cem. Domeisen não concorda. "Eu não me incomodo com o que sai do caixa", acrescentando que não utiliza muito dinheiro em espécie. "O dinheiro está deixando de ser importante. Já está na hora de nos livrarmos da nota de 200", afirma Fichter.

No entanto, dinheiro em espécie ainda é muito popular na Suíça, especialmente para transações de até 20 francos. Um estudoLink externo publicado por Domeisen e seus colegas na terça-feira descobriu que as pessoas no país usam um cartão de débito para 37% de seus pagamentos, dinheiro em espécie para 36% e cartões de crédito para 23%. Em média, uma carteira contém não mais do que 65 francos em dinheiro vivo.

Outras culturas

Uma pesquisa informal entre as redações da swissinfo.ch mostram diferentes culturas. Na China, a maior nota é de 100 yuans, o que corresponde a 15 francos. Porém a maior parte dos chineses prefere pagar suas contas com o celular, ao invés de utilizar dinheiro em espécie.

Os jornalistas japoneses explicam que a maior parte do povo está acostumado a ter até 18 mil ienes (161 francos) em espécie na carteira, sendo que homens costumam ter mais na carteira do que as mulheres.

Na Rússia, as notas mais populares são de 1000 rublos (15 francos) e 500 rublos. Em média, as pessoas têm mil rublos na carteira, em alguns casos um pouco mais.

No Brasil, a maior cédula é de 100 reais, o que corresponde a cerca de 25 francos. Os brasileiros tenderiam a não ter mais do que esse valor na carteira, especialmente em cidades com altos índices de criminalidade como o Rio de Janeiro.

Nova séria de cédulas suíças

O Banco Nacional SuíçoLink externo (BNS, na sigla em francês) lança a nota de 200 francos em 22 de agosto. Após as notas de 50, 20 e dez francos, esta é a quarta das seis denominações da nova série de notas.

As cédulas atuais permanecerão com curso legal até novo aviso. A próxima denominação, a nota de 1.000 francos, será apresentada em 5 de março de 2019. A última da nova série, a nota de 100 francos, será lançada no outono de 2019.

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Adaptação: Alexander Thoele

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