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Multilateralismo em crise Estados Unidos mantêm pressão ambígua sobre a ONU

Ao fazer escala em Genebra, a ministra americana Nikki Haley reiterou suas críticas ao Conselho dos Direitos Humanos. Ela deu pistas de reforma, mas deixou dúvidas se os Estados Unidos permanecerão ou não. Essa ambiguidade persiste também nas propostas da administração Trump de cortar drasticamente as contribuições à ONU. Para a Genebra internacional, o suspense continua.

United States permanent Representative to the United Nations Ambassador Nikki Haley smiles before delivering a speech in Geneva.

Nikki Haley em Genebra diante do Conselho dos Direitos Humanos.

(Keystone)

Na viagem a caminho de Israel, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU fez escala em Genebra para se expressar diante do Conselho dos Direitos Humanos (CDHLink externo) na abertura da 35a sessão. No meio da “Sala dos Direitos Humanos e da Aliança das Civilizações” do Palácio das Nações, ela que tem estatuto de ministra no governo Trump reiterou suas críticas ao órgão da ONU, como já havia feito em janeiro diante de uma comissão do Congresso americano para ser confirmada no cargo atual.

Se sua intervençãoLink externo na sede europeia das Nações Unidos foi muito breve, limitando-se exclusivamente às regras do jogo fixadas no CDH,

Nikki Haley foi um pouco mais loquaz em uma conferência organizada no mesmo dia peloGraduate Institute (IHEIDLink externo) também situado no bairro internacional de Genebra.  

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Nikki Haley: le courage peut changer le monde.

Propostas de reforma similares às que circulavam quando das negociações há mais de 10 anos para substituir a Comissão dos Direitos Humanos pelo atual Conselho dos Direitos Humanos, sem esquecer as reações surpreendentes: interpelada pelo moderador da conferência – o professor David Sylvan – sobre a grande novidade introduzida pela CDH, o Exame Periódico Universal, Nikki Haley desconversou. Esse mecanismo permite atenuar as relações de força dos Estados que se afrontam no CDH.

As formas contam em diplomacia

É na forma de seu rosto que está uma primeira resposta acerca dos objetivos desse giro. A viagem de Nikki Haley depois de seu chefe Donald Trump ao Oriente Médio inverteu as etapas: Genebra na Europa, depois Tel Aviv no Oriente Médio. No Graduate Institute, Nikki Haley não se alterou frente aos aplausos a uma pergunta sobre a defesa da liberdade de imprensa pelos Estados Unidos. Ela também manteve calma frente aos risos sarcásticos sua declaração sobre a exemplaridade do Estado de Israel no respeito aos direitos humanos, em comparação regional. Ela também não enviou twiters durante a madrugada.

“Ela veio a Genebra para reforçar suas críticas às Nações Unidas e, aceitando falar no Graduate institute, mostrar que está aberta a todo mundo”, explica David Sylvan  que lembra os conflitos dentro da administração Trump, com pessoas que querem se retirar das Nações Unidas e outras que querem ficar.

“Essa passagem por Genebra está nesse contexto; falta saber se ela pretende continuar sua carreira na administração Trump ou fora dela. Creio que ela considera seu cargo como trampolim em sua carreira. Portanto, ela tem interesse em manter uma certa ambiguidade quando toma posição” afirma o cientista político

Resta também a incerteza no plano de cortes drásticos nos recursos destinados pelos Estados Unidos às Nações Unidas transmitido no final de maio ao Congresso.

“As propostas de Trump são atualmente examinadas por diversas comissões do Congresso e até agora a recepção não muito positiva. A maioria desses cortes deverá ser rejeitada pelo Congresso. Mas dada a hostilidade de numerosos parlamentares frente à ONU, não se pode excluir que certos cortes serão votados”, adverte David Sylvan.

Prioridades suíças no CDH

No Conselho dos Direitos Humanos, a Suíça pediu a todos os Estados-membros das Nações Unidas de se juntarem aos 70 outros Estados que apoiam o Apelo de 30 de junho de 2016 – uma iniciativa que visa colocar os direitos humanos no centro da prevenção de conflitos.

A Suíça pediu ainda que reforcem o apoio financeiro ao Alto Comissariado dos Direitos Humanos.

Berna exprimiu sua preocupação quanto as violências na República Democrática do Congo, em particular na região do Kasaï, com a crise política na Venezuela que já causou numerosas mortes.

A Suíça se diz inquieta das restrições impostas à sociedade civil na Etiópia e pede ao governo etíope que garanta o acesso ao Alto Comissariado nas regiões de Oromia e Amhara para evitar uma escalada da situação.

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Adaptação: Claudinê Gonçalves

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