Navigation

Suíça classificada ‘capital mundial do sigilo bancário’

Uma filial do Credit Suisse em Rapperswil, Suíça Keystone

A Suíça é o centro financeiro mais sigiloso do mundo, seguido pelos Estados Unidos, de acordo com a Tax Justice Network, uma organização não-governamental que busca melhorar a transparência do setor financeiro.

Este conteúdo foi publicado em 31. janeiro 2018 - 09:30

As Ilhas Cayman, Hong Kong, Singapura, Luxemburgo, Alemanha, Taiwan, Emirados Árabes Unidos e Guernsey (em ordem decrescente) foram classificados entre os dez primeiros do índice de sigilo financeiro das ONGs, publicado na terça-feira (30).

A ONG disse que a Suíça, o maior centro de capital estrangeiro do mundo, fez várias melhorias em seu regime de sigilo bancário nos últimos anos, após uma pressão organizada principalmente pelos Estados Unidos e a União Europeia.

A organização diz ainda que as concessões feitas - quase sempre em resposta à pressão sobre os bancos suíços, e não contra a própria Suíça - podem, até certo ponto, serem resumidas como “dinheiro limpo para países ricos e poderosos; dinheiro sujo para países vulneráveis e em desenvolvimento". Assim, segundo a ONG, os suíços trocarão informações com os países ricos se quiserem, mas continuarão a oferecer aos cidadãos dos países mais pobres a oportunidade de escapar de suas responsabilidades tributárias.

Os autores também criticaram a perseguição agressiva e contínua da Suíça contra seus delatores financeiros.

De acordo com a Associação dos Bancos Suíços, os bancos do país detêm 6,65 trilhões de francos em ativos sob gestão, dos quais 48% são originários do exterior.

O índice, que é publicado a cada dois anos, verifica os países que utilizam vários critérios, incluindo a quantidade de informações que eles fornecem sobre a propriedade de trusts ou fundações e o grau em que respeitam as regras de lavagem de dinheiro. O estudo analisou 110 países.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.