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Eleição obedece a vários critérios

Parlamento e palácio do governo, em Berna.

A eleição para o governo federal suíço é um exercício de equilibrismo político entre partidos, regiões lingüísticas e até sexo dos candidatos.

A eleição é indireta, pelo Parlamento, e o povo já votou duas vezes contra a eleição direta do governo federal.

A arquitetura política suíça é das mais complexas pois depende de vários fatores. Como um país confederal, as 4 línguas e culturas distintas do país precisam ser representadas. É uma exigência constitucional.

O equilíbrio entre os 4 maiores partidos precisa ser mantido e, ultimamente, o fato de ser mulher também passou a ser critério.

Povo elege Parlamento e vota questões importantes

O Executivo federal é composto de 7 membros, cada um ocupando um ministério. Atualmente são cinco homens e duas mulheres, cinco da Suíça-alemã e dois da Suíça de língua francesa. A Suíça-italiana não está representada há alguns anos mas essa situação não vai perdurar. As decisões desse Conselho Federal são tomadas por consenso.

Os membros do governo federal sempre foram eleitos pelo Parlamento e não têm duração de mandato definida. Já houve dois referendos, em 1900 e em 1942, para tornar essa eleição direta mas o povo votou contra. Para o Parlamento (Câmara e Senado) a eleição é direta, de 4 em 4 anos. A próxima será em 2003.

Mulheres são novas na política federal

Outro critério fundamental é o respeito da chamada "fórmula mágica." Desde 1959, um acordo informal estabelece que os 4 maiores partidos do país (da direita ao centro-esquerda) devem estar presentes no governo federal.

Atualmente são dois democratas-cristãos (PDC), dois radicais (PRD), dois socialistas (PS) e um representante da União Democrata do Centro (UDC). Como a UDC (na verdade um partido nacional-conservador) tornou-se recentemente o maior partido do país, vem reivindicando mais uma das 7 cadeiras do governo.

As mulheres estiveram ausentes do governo federal até 1984. Atualmente há duas mulheres no governo: Ruth Metzler (PDC) e Ruth Dreiffus (PS). Dreiffus será substituida por Micheline Calmy-Rey (PS), eleita quarta-feira (04.12).

swissinfo/Claudinê Gonçalves


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