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Empresários entram na campanha presidencial

Geraldo Alckmin, o predileto dos empresários suíços no Brasil. swissinfo.ch

No Brasil, empresários suíços já escolheram seu candidato predileto às eleições presidenciais de 2006.

Este conteúdo foi publicado em 18. novembro 2004 - 10:51

Trata-se do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, mesmo se ainda é cedo para saber se ele será mesmo candidato.

Sexta-feira passada todos vieram. Uma centena de membros da Câmara de Comércio Suíça-Brasil (Swisscam) compareceram à palestra do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, num grande hotel da capital paulista.

Sorridente e firme, Alckmin seduziu a platéia com seu discurso direto e seu perfil de administrador confiante mas muito moderado.

Discurso pega

«É o 'nosso governador'. Eu não voto aqui mas se votasse ele seria o meu candidato", afirma Romeu Braun, um dos pioneiros do crescimento da Nestlé no Brasil e ex-diretor da fábrica de Araras, primeira unidade da multinacional construída no país e que tornou-se a mais importante fábrica de café solúvel do mundo.

O capital político de Geraldo Alckmin cresceu com as últimas eleições municipais, quando José Serra foi eleito prefeito de São Paulo, maior cidade brasileira, com o apoio do governador.

Até porque, seus colegas de partido (PSDB) Aécio Neves (Minas Gerais) e Tasso Gereissati (Ceará)- também fortes candidatos à indicação interna para a candidatura presidencial - não conseguiram eleger seus candidatos e suas respectivas capitais.

Criticado pelos humoristas como alguém sem cheiro nem gosto, Alckmin vem aprimorando seu estilo e pronunciou inclusive algumas frases de efeito para a platéia de empresários suíços e brasileiros.

"A palavra-chave é eficácia", explicou, dando o exemplo das transações entre empresários pela internet (B2B) para reduzir as despesas de seu governo.

"O governo eletrônico (e-governo) é uma vacina contra a corrupção", afirmou o antigo médico-anestesista.

Molhar a camisa

"Ele surpreendeu pelo bom humor", reagiu Ernesto Moeri, presidente da Swissicam, com sede em São Paulo, que sublinhou ainda a "seriedade e competência" do provável candidato da oposiçao às eleições presidenciais de 2006. Esse sentimento foi quase unânime entre os empresários.

Os interesses econômicos suíços no Brasil são variados, do agrolimentar às finanças passando pela pesquisa e pela construção civil.

Novas oportunidades de negócios poderão surgir, como os biocombustíveis e a exportação de álcool, em que São Paulo é o principal produtor.

As grandes linhas da política do governo atual, marcadas pela ortodoxia orçamentária, não desagrada os investidores suíços.

Certos setores, como a indústria farmacêutica, ficaram decepcionados com a política federal. De maneira geral, os empresários não escondem a preferência por Alckmin.

Mas o que falta para ele ter a estatura nacional de um Lula, cuja popularidade continua muito alta na metade do mandato?, pergunta o auditório.

"Tem que molhar a camisa", responde Alckmin a swissinfo, depois de uma primeira resposta evasiva. A campanha para as eleições de outubro de 2006 parece que começou muito cedo.

swissinfo, Thierry Ogier, São Paulo
adaptação, Claudinê Gonçalves

Breves

- Geraldo Alckmin nasceu em 1952 em Pindamonhangaba, São Paulo.

- Formoou-se em Medicina (anestesia) na Universidade de Taubaté.

- Começou a carreira política em 1972.

- Foi eleito governador de São Paulo em 1998, reeleito em 2002 por mais 4 anos.

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