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Empresa suíça conquista alto do pódio no Pan do Rio

Placar eletrônico da arena do basquete no Pan Rio 2007

A Suíça não fica nas Américas, mas nenhum outro símbolo nacional foi mais visto durante os XV Jogos Pan-Americanos do que a bandeira vermelha com uma cruz branca ao centro que identifica o país alpino.

Essa façanha é fruto do trabalho da empresa suíça Tissot, que foi responsável pela cronometragem e pelos placares eletrônicos (serviço conhecido pelo termo em inglês timekeeping) utilizados nas competições que se encerraram no último domingo (29/07) no Rio de Janeiro.

A cada atleta que cruzava a linha de chegada, a logomarca da Tissot era observada por milhões de telespectadores. A cada comemoração de um nadador vitorioso, lá estava o símbolo da empresa suíça impresso nos azulejos da piscina.

O mesmo aconteceu na ginástica artística, na esgrima e em diversas outras modalidades, sem falar nos esportes mais visados pelo público, como o vôlei e o basquetebol, onde os modernos placares eletrônicos foram um espetáculo à parte.

A participação no Pan do Rio foi comemorada pelo presidente mundial da Tissot, François Thiébaud: "Participar de eventos como esse é uma forma de todos conhecerem a tecnologia e a precisão que a Tissot oferece. A América Latina é um mercado muito importante para a Tissot, e participar dos Jogos Pan-Americanos ajuda a divulgar nossa marca. A qualidade que a Tissot pode oferecer à competição faz com que nossos parceiros e consumidores se orgulhem de fazer parte da nossa história".

Segundo Panamericano

Também satisfeito com a participação da empresa no Pan do Rio, o representante da Tissot no Brasil, Laurent Tavares, afirma que ainda é muito cedo para se ter um balanço preciso do retorno obtido, mas aposta que ele será positivo.

"Foi uma chance maravilhosa de mostrar a marca Tissot nas Américas e, por que não dizer, no mundo todo", diz, lembrando que a Tissot já havia tido sucesso com o trabalho de timekeeping realizado nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (República Dominicana) em 2003.

A julgar pelo volume de vendas dos dois modelos de relógio de pulso que tiveram edições limitadas lançadas em comemoração ao Pan 2007, o retorno comercial obtido pela empresa suíça também será muito bom desta vez.

Vendidos nas principais joalherias do Brasil desde junho, os modelos PRC 200 Chrono Pan American Games (a R$ 1.820,00) e T-Touch Pan American Games (a R$ 3.290,00) caíram no gosto do consumidor de alta renda.

"O fato de termos realizado o lançamento de dois produtos aliados aos Jogos Pan-Americanos se revelou um tremendo sucesso. A Tissot conseguiu oferecer, a um bom preço para o seu público consumidor, dois modelos que, por sua edição limitada, são na verdade peças de colecionador", avalia Tavares, ressaltando que o sucesso de vendas não se restringe ao Rio de Janeiro: "Em diversas cidades do Brasil, os exemplares que enviamos já foram todos vendidos".

Notificação à Odepa

O retorno comercial e publicitário se revela positivo, mas a participação da Tissot na organização do Pan do Rio não foi feita somente de flores.

Devido aos problemas de infra-estrutura logística apresentados por alguns dos locais destinados aos eventos, a empresa suíça chegou a temer pela lisura de seu trabalho.

As falhas, sobretudo na geração de energia elétrica, fizeram com que a Tissot enviasse, no fim da primeira semana de competições, uma notificação oficial à Organização Esportiva Pan-Americana (Odepa), através da qual se eximia de qualquer responsabilidade em caso de pane no sistema.

No fim das contas, segundo Laurent Tavares, nenhum problema mais grave aconteceu: "Os problemas surgidos foram pequenos e não atrapalharam o desenvolvimento dos Jogos. O trabalho de cronometragem e contagem pôde ser feito de maneira ideal e a Tissot atesta todos os resultados. Em qualquer evento organizado por várias mãos surgem problemas, mas o que ficará na mente de todos é que o Pan do Rio foi um enorme sucesso em todos os aspectos", diz.

Outros eventos em vista

Essa constatação faz com que a Tissot já esteja de olho na organização de outros eventos esportivos no Brasil: "Estamos torcendo para que o Brasil volte a sediar uma prova do campeonato mundial de Moto GP a partir de 2008 ou 2009", diz, fazendo referência a uma modalidade com a qual a empresa já trabalha há oito anos. Outra novidade pode acontecer ainda este ano: "A Tissot deve participar da etapa brasileira do mundial de Mountain Bike", revela.

Com sede na cidade suíça de Le Locle e líder mundial de vendas em seu segmento, a Tissot vem apostando nos eventos esportivos como um dos principais meios de exposição de sua tecnologia e sua marca.

Nos últimos anos, a empresa foi responsável pelo trabalho de timekeeping nos campeonatos mundiais de modalidades diversas, como Moto GP, Nascar, hóquei sobre gelo, ciclismo e esgrima, entre outras. Em grandes eventos, além dos Pan-Americanos do Rio e de Santo Domingo, a Tissot também participou da organização dos Jogos Asiáticos realizados em Doha, no Catar.

swissinfo, Maurício Thuswohl, Rio de Janeiro

TECNOLOGIA DE PONTA

Natação

Logo abaixo das raias de cada competidor, sob a água, são colocadas placas ultra-sensíveis ao toque. Elas são cortadas verticalmente em finíssimas espessuras, para que o impacto da água não as afete e somente as mãos ou os pés dos nadadores acionem seu mecanismo. Ao iniciar a competição, o nadador aciona o aparelho para que seu tempo possa ser computado. Nas viradas, normalmente a cada 50 metros, ele toca as mãos ou os pés no aparelho, que emite o tempo realizado no percurso. Na sala de controle, os operadores atuam em tempo real, registrando os tempos em até centésimos de segundos. Quase no mesmo instante, essas medições aparecem nos televisores de milhões de pessoas, que conhecem o vencedor praticamente ao mesmo tempo em que o próprio nadador.

Atletismo

Na linha de partida, a resposta de tempo é medida por meio de obstáculos montados em trilhos deslizantes, sensíveis à pressão exercida pelos pés do atleta. Conectados a uma unidade eletrônica, os dados são computados em milésimos de segundo, a partir do primeiro impulso do competidor. As marcações são enviadas para a sala de controle em tempo real.

Ciclismo

O tempo é tomado mediante um aparelho colocado na rampa de início da prova, que recebe a transmissão de outro, acoplado na frente da bicicleta, na extremidade do guidão. Cada competidor tem seu tempo marcado quando cruza a linha de chegada. A precisão chega a aproximadamente milésimos de segundo. Quando o tempo final é captado no circuito, é repassado quase em tempo real à sala de controle.

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