Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Espanha humilha Rússia com futebol de contra-ataque

David Villa (7) - com Fernando Torres - marcou três gols para a Espanha.

(Keystone)

A Espanha derrotou a Rússia por 4 a 1 em Innsbruck, na Áustria, em sua primeira partida pelo Grupo D da Eurocopa. David Villa marcou três gols no jogo. Os espanhóis impressionaram, mas também mostraram sinais de arrogância.

No segundo jogo do Grupo D, a Suécia venceu a Grécia, atual campeã européia, por 2 a 0.

O técnico holandês Guus Hiddink não contou com suas duas estrelas ofensivas Pogrebnyak (contundido) e Arshavin (que cumpria suspensão) e escalou Pavlyuchenko como único atacante.

Na equipe espanhola, Fernando Torres tinha função semelhante. O jogo sob chuva no estádio de Tivoli foi bastante movimentado desde o início.

Os russos inicicialmente arriscaram vários avanços pelas pontas, levando perigo à área espanhola. Depois de dez minutos, a equipe de Luis Aragones também acordou.

A primeira chance real para abrir o placar foi dos russos, aos 17 min. Anyukov penetrou pela direita, cruzou para Semshov que, da linha da pequena área, mandou para a linha de fundo.

Três minutos depois, lançado num contra-ataque, o ágil Fernando Torres driblou o zagueiro Kolodin na esquerda e passou para David Villa, livre na área, marcar 1 a 0.

A Rússia respondeu imediatamente. Um cruzamento de Sbornaja passou por três defensores espanhóis e Zyryanov chutou a bola no poste direito do gol guarnecido por Casillas.

Na seqüência, a Espanha recuou um pouco e ficou esperando as chances de contra-ataque. O brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna esteve bastante apagado no primeiro tempo.

Aos 45 min, os russos foram castigados mais uma vez por seu jogo aberto e ofensivo. Num contra-ataque fulminante, Iniesta lançou na área para David Villa, que marcou o segundo gol dos espanhóis pelo meio das pernas do goleiro Akinfeev.

Sinais de arrogância

No segundo tempo, Hiddink trouxe Bystrov no lugar de Sychev, para dar mais velocidade ao ataque russo. Bystrov não correspondeu às expectativas do técnico e só ficou 25 minutos em campo, sendo substituído por Adamov.

Sob o olhar do príncipe Felipe e da princesa Laetizia, os espanhóis mantiveram o controle da partida, passaram a administrar o resultado e colocaram os russos na roda.

Aos 30 min da etapa final, os 30 mil torcedores no estádio viram David Villa concluir mais um contra-ataque perfeito da equipe espanhola e marcar seu terceiro gol no jogo.

Na seqüência, os espanhóis tiveram outras chances mão preferiram humilhar os russo com dribles a marcar gols. A quatro minutos do final, os russos, através de Pavlyuchenko, ainda marcaram um gol de honra, merecido pelo desempenho da equipe de Hiddink na primeira etapa.

O ponto final da partida foi o quarto gol espanhol, marcado por Fabregas, no impedimento, já nos acréscimos. A classe individual de Torres e Villa fez a diferença nesse jogo de bom nível técnico.

A Espanha começou a Euro 2008 bem, como na Copa 2006, quando foi eliminada por uma derrota de 3 a 1 para a França nas oitavas-de-final.

Grécia 0 x 2 Suécia

Os que se viu no primeiro tempo em Salzburgo foi o inverso do futubel ofensivo mostrado até agora pelas seleções de Portugal, Alemanha, Holanda e Espanha.

Os gregos fizeram aquilo que melhor sabem saber: ficar na retranca, preocupados apenas em defender e desarmar as jogadas do adversário.

Estavam em campo sete jogadores da Grécia que já atuaram na Eurocopa 2004 em Portugal, quando a equipe ganhou o torneio.

Sem muita criatividade, os suecos só tiveram sua primeira boa chance de gol aos 31 min, mas Ibrahimovic mandou a bola por cima do gol.

A essas alturas, a indignação dos torcedores já produzia sonoras vaias no estádio. Conclusão: foi o primeiro tempo mais fraco da Euro até agora.

No segundo tempo, pelos menos a torcida sueca obteve uma recompensa pelo ingressso. Depois de quase marcar um gol contra, a Suécia abriu o placar com um golaço de Ibrahimovic, aos 22 min da etapa final.

Cinco minutos depois, Hansson aproveitou uma confusão na área grega para fechar o marcador. Uma coisa é certa: pelo que mostrou nesse jogo, a Grécia não tem condição alguma para defender o título de campeã européia.


swissinfo, Geraldo Hoffmann

Espanha 4 x 1 Rússia

Espanha: Casillas - Sergio Ramos, Puyol, Marchena, Capdevila - Marcos Senna – Iniesta (Cazorla), Xavi, Silva - Villa, Fernando Torres
Técnico: Luis Aragones

Rússia: Akinfeev - Anyukov, Kolodin, Shirokov, Zhirkov - Semak – Sychev (Bystrov [Adamov]), Zyryanov, Semshov (Torbinskiy), Bilyaletdinov – Pavlyuchenko
Técnico: Guus Hiddink

Data: 10/06/2006
Local: EstádioTivoli, Innsbruck (Áustria)
Público: 30 mil (lotado)
Árbitro: Konrad Plautz (Áustria)
Assistentes: Egon Bereuter (Áustria), Markus Mayr (Áustria), Grzegorz Gilevski (Polônia)
Gols: Villa (E), aos 20 min do 1T, bem como aos 9 min e aos 35 min do 2T; Pavlyuchenko (R), aos 41 min do 2T; Fabregas (E), nos acréscimos.

Aqui termina o infobox

Grécia 0 x 2 Suécia

Grécia: Nikopolidis - Seitaridis, Kyrgiakos, Antzas, Dellas (Amanatidis), Torosidis - Basinas, Katsouranis - Charisteas, Karagounis – Gekas (Samaras)
Técnico: Otto Rehhagel

Suécia: Isaksson – Alexandersson (Stoor), Mellberg, Hansson, M. Nilsson - A. Svensson – Wilhelmsson (Rosenberg), Ljungberg - D. Andersson – Ibrahimovic (Elmander), H. Larsson
Técnico: Lars Lagerbäck

Data: 10/06/2006
Local: Estádio de Salzburgo (Áustria)
Público: 30 mil (lotado)
Árbitro: Massimo Busacca (Suíça)
Assistentes: Matthias Arnet (Suíça), Stephane Cuhat (Suíça), Ivan Bebeck (Croácia)
Gols: Ibrahimovic (S), aos 22 min do 2T, Hansson (S), aos 27 min do 2T
Cartões amarelos: Charisteas (G), Seitaridis (G), Torosidis (G)

Aqui termina o infobox

×