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Estudo muda a história moderna

Conclusões devem passar aos livros escolares Keystone Archive

A imagem de uma Suíça certinha, neutra e objetiva durante a 2a. Guerra, cai definitivamente por terra com publicação de uma série de estudos sobre o período. Os manuais de história devem mudar...

Este conteúdo foi publicado em 30. novembro 2001 - 11:47

A Suíça continua às voltas com seu passado.

Na quinta-feira, 29/9, nova fornada de estudos sobre a atitude da Suíça durante o período nazista confirma conclusões divulgadas no fim da década de noventa : a Suíça não foi aquele país intrépido que defendeu suas fronteiras contra o agressor e as abriu aos refugiados dos países ocupados...

Colaboração com potências do Eixo

Investigações sobre contas inativas já haviam mostrado que bancos suíços chegaram a exigir atestado de óbito de herdeiros de contas de vítimas do nazismo, eliminadas em campos de concentração. Os novos estudos, publicados pela Comissão Bergier, formada por uma equipe de historiadores independentes, mostram que a Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini tiveram respaldo de setores da economia e das autoridades suíças.

No que diz respeito às restrições aos refugiados, os novos textos mostram dois fatores-chave. Em 1938, a exigência do governo suíço de que a Alemanha introduzisse o J nos passaportes dos judeus alemães. E, em 1942, a decisão das autoridades suíças de fecharem as fronteiras, mesmo sabendo que a medida constituía ameaça para refugiados rejeitados (deportação e extermínio).

O relatório conclui que "as autoridades suíças contribuíram - intencionalmente ou não - para que o regime nacional-socialista atingisse seus objetivos".

Pressão

Do relatório emerge, no entanto, a imagem de uma Suíça sob pressão. O país ficou cercado, por todos os lados, de regiões ocupadas por forças do Eixo. E ficava sem muita opção... Analistas estimam que os fatos devem então ser "relativizados". Até porque, na época, o anti-semitismo era muito forte, o que explica, embora não justifique, a atitude das autoridades.

Risco

O receio de observadores é de que os suíços batam no peito e depois lavem as mãos, simplesmente engavetando os documentos. O mérito dos estudos é fazer entender todo um período da história do país. E a esperança é de que as conclusões cheguem aos livros de história que devem passar por uma boa revisão.

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